Confea realiza live para homenagear as mulheres da Engenharia

 

Jornalista Marina Mattus, vice-presidente no exercício da presidência do Confea, Ana Adalgisa, e conselheira federal Andreia Conduru: desafios para ampliar a participação feminina no mercado de trabalho
Jornalista Marina Mattus, vice-presidente no exercício da presidência do Confea, Ana Adalgisa, e conselheira federal Andreia Conduru: desafios para ampliar a participação feminina no mercado de trabalho

 

Brasília, 25 de junho de 2026.

Com as participações da vice-presidente no exercício da presidência do Confea, eng. civ. Ana Adalgisa, e da conselheira federal eng. civ. Andreia Conduru, o Confea realizou nesta quinta-feira (25/6), uma live em formato de entrevista com a coordenadora de projetos especiais da Infra S.A, Elaine Radel. Entrevistadas pela jornalista Marina Mattus, gerente de Comunicação do Confea, elas discorreram sobre as dificuldades da atuação das engenheiras nos dias atuais, em referência à passagem do Dia Internacional da Mulher na Engenharia, na última terça-feira (23).

A live foi aberta por um “teaser” apresentando uma síntese dos vídeos da campanha “Engenharia também tem nome de mulher”, disponível no YouTube do Confea, produzida ao longo do mês de junho com as participações das engenheiras Liedi Bernucci, vice-reitora da Universidade de São Paulo (USP); Ana Cecilia Gallo, gerente de contratos da FBS-Construtora; Natália Resende, secretária de Meio Ambiente, da Infraestrutura e do Saneamento do Estado de São Paulo, e Mariangela Hungria, pesquisadora da Embrapa reconhecida com o chamado Nobel da Agricultura, o World Food Price. 
 

A jornalista Marina Mattus descreveu que o Confea foi o primeiro conselho de classe a receber o selo Ouro de boas práticas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), relativo à prevenção à violência contra a mulher. “Tem também dos 63% dos cargos de liderança ocupados por mulheres”.  Em seguida, a vice-presidente Ana Adalgisa e a conselheira Andreia Conduru revelaram suas impressões sobre a realidade do universo feminino na engenharia brasileira hoje. “Temos uma importante quantidade de mulheres presidentes de Crea. E representar o conselho de um milhão de profissionais onde a maioria é formada por homens é muito significativo”, disse Ana, enquanto Andreia pontuou que “as mulheres relatam que precisam provar 10 vezes mais que são capazes e competentes, em relação aos homens”.
 

A gestora Elaine Radel descreve a necessidade de ampliar os horizontes profissionais das engenheiras
A gestora Elaine Radel descreve a necessidade de ampliar os horizontes profissionais das engenheiras

 

Engenharia mais ampla
Após um vídeo com a primeira mulher formada em Inteligência Artificial do país, Heloisy Rodrigues, a gestora do Agronegócio com especialização em Gestão do Transporte Aquaviário e Integração Multimodal e mestrado em Transportes e atualmente estudante de Engenharia Civil, Elaine Radel explicou que já pôde constatar que a área “ainda é predominantemente masculina”, sobretudo em nichos como obras rodoviárias, gerenciamento de infraestrutura de transportes e cargos executivos”. 

Ela apontou ainda as diferenças salariais e a dificuldade em conciliar a vida profissional e a trajetória pessoal como desafios para as profissionais da área. “A gente não tem muitas mulheres nos cargos de tomada de decisão, na formulação das políticas. Isso é um aspecto importante. E quando a gente chega lá a gente ‘precisa’ dessa validação masculina”. Elaine considerou ainda que vários desafios são também oportunidades. “A engenharia de transportes é cada vez mais multidisciplinar, o que amplia competências necessárias e a demanda por profissionais com competências e trajetórias distintas”, disse, sugerindo a valorização dos cargos de gestão pelas profissionais de Engenharia.

Confira a live abaixo. 


 


Equipe de Comunicação do Confea

Fotos: Nayara Brandão/Confea