Brasília, 20 de fevereiro de 2026.
O incentivo a uma fiscalização mais preventiva, estratégica e orientada por evidências integra as linhas de atuação que a Coordenadoria Nacional de Câmaras Especializadas de Engenharia Química pretende valorizar em 2026. Para o coordenador da modalidade, eng. bioenerget. Ricardo A. B. Biffi, do Crea-SC, “a atuação será orientada pelo rigor técnico, pela valorização das atribuições profissionais e pela promoção de soluções seguras, eficientes e ambientalmente responsáveis”.

Também formado em Administração com habilitação em marketing, o engenheiro químico atua no mercado de perícias e projetos de licenciamento ambiental. Sua gestão ao lado do coordenador adjunto, eng. mat. Jardel Dantas da Cunha (Crea-RN), pretende apresentar à sociedade o papel “essencial” da modalidade no desenvolvimento tecnológico, na sustentabilidade e na sua proteção. “As demandas em segurança de processos, tecnologias industriais, saneamento, tratamento de água, engenharia de alimentos, têxtil, petroquímica e materiais energéticos evidenciam a relevância da engenharia para o desenvolvimento tecnológico, industrial e social do país”, considera na entrevista a seguir.
Confea – Quais foram os pontos principais discutidos pela coordenadoria ao longo do 15º Encontro de Líderes do Sistema Confea/Crea?
Eng. bioenerget. Ricardo A. B. Biffi – Nesta primeira reunião, procedeu-se à eleição da coordenadoria para o exercício de 2026, bem como à definição do planejamento das atividades para o ano, incluindo a estruturação da agenda de trabalhos e a constituição dos Grupos de Trabalho em consonância com as diretrizes estabelecidas.
Confea – A entrega de ações de fiscalização de alto valor e relevância, em âmbito nacional, é um propósito permanente do Sistema Confea/Crea. De que forma a coordenadoria pretende atuar para qualificar esses processos, incorporando novas tecnologias e soluções inovadoras à fiscalização?
Eng. bioenerget. Ricardo A. B. Biffi –A coordenadoria pretende atuar no fortalecimento técnico e metodológico da fiscalização, incentivando a incorporação de ferramentas digitais, inteligência de dados e critérios técnicos cada vez mais objetivos e padronizados. A adoção de tecnologias emergentes, aliada à capacitação contínua e à integração entre os Creas, permitirá ampliar a eficiência, a rastreabilidade e a segurança dos processos fiscalizatórios. O objetivo é promover uma fiscalização mais preventiva, estratégica e orientada por evidências, em consonância com a evolução tecnológica e as demandas da engenharia contemporânea.

Confea – A atual gestão do Confea tem incentivado a engenharia brasileira a se aproximar da realidade social do país, identificando nesse diálogo um caminho para aprimorar a infraestrutura nacional. De que forma a coordenadoria pretende atuar para contribuir efetivamente na mitigação dos problemas que afetam a população brasileira?
Eng. bioenerget. Ricardo A. B. Biffi – A coordenadoria pretende atuar de forma proativa, técnica e institucionalmente integrada, reforçando a contribuição estratégica da Engenharia Modalidade Química frente aos desafios nacionais. As demandas em segurança de processos, tecnologias industriais, saneamento, tratamento de água, engenharia de alimentos, têxtil, petroquímica e materiais energéticos evidenciam o papel essencial da modalidade no desenvolvimento tecnológico, na sustentabilidade e na proteção da sociedade. Nesse contexto, a atuação será orientada pelo rigor técnico, pela valorização das atribuições profissionais e pela promoção de soluções seguras, eficientes e ambientalmente responsáveis.
Confea – Outro eixo prioritário do Confea tem sido a reconexão com os jovens estudantes, diante da queda acentuada do interesse pela engenharia. Na sua avaliação, que estratégias são essenciais para enfrentar esse cenário preocupante, que pode colocar em risco a execução de programas estratégicos para o Brasil?
Eng. bioenerget. Ricardo A. B. Biffi – A reconexão com os jovens exige ações estruturais e permanentes. É fundamental ampliar a aproximação entre o Sistema Confea/Crea, as universidades e o setor produtivo, evidenciando a relevância da engenharia para o desenvolvimento tecnológico, industrial e social do país. Também é essencial fortalecer programas de valorização profissional, difusão das atribuições e estímulo à inovação, demonstrando aos estudantes que a engenharia permanece como carreira estratégica, dinâmica e indispensável à competitividade nacional. A formação de novos profissionais qualificados é condição crítica para a sustentabilidade dos programas estratégicos do Brasil.
Confea – Qual legado a coordenadoria pretende deixar para os profissionais e para o Sistema a partir do trabalho desenvolvido em 2026?
Eng. bioenerget. Ricardo A. B. Biffi – O legado pretendido é o fortalecimento técnico e institucional da modalidade, com a valorização das atribuições profissionais, a ampliação do diálogo interinstitucional e a consolidação de uma atuação cada vez mais estratégica da engenharia no âmbito do Sistema Confea/Crea. A coordenadoria buscará contribuir para decisões mais consistentes, maior segurança jurídica e reconhecimento do papel essencial dos profissionais, promovendo integração, rigor técnico e alinhamento às demandas contemporâneas da sociedade e do desenvolvimento nacional.
Henrique Nunes
Equipe de Comunicação do Confea
