Brasília, 28 de julho de 2014.

Os grupos de trabalho apresentaram detalhes sobre as propostas de seus eixos temáticos, após o presidente José Tadeu ponderar ainda que os conflitos de atribuições percorrem também outros conselhos profissionais e que eles devem ser resolvidos por meio do conhecimento perpetuado pelos profissionais e seus representantes. Apoiando José Tadeu da Silva, o presidente do Conselho de Arquitetura e Urbanismo, arquiteto Haroldo Pinheiro, considerou que houve várias conversas de harmonização ao longo dos últimos dois anos, ressaltando o ponto de vista apresentado antes pelo presidente do Confea, no sentido de que é necessário que os próprios conselhos resolvam suas demandas, sem a necessidade de quaisquer intervenções externas.
“É mais adequado que nós mesmos sentemos e conversemos sobre as nossas questões, como fazemos de forma cotidiana. Vamos fazer os ajustes necessários para que haja o equilíbrio entre as diversas disciplinas que compõem esse projeto. Vamos convergindo para encontrar a melhor maneira de mostrar os nossos saberes”. Haroldo Pinheiro também apresentou votos de que as convergências e as áreas com mais problemas sejam discutidas em novas oportunidades. Ele ainda enalteceu o papel do engenheiro civil e presidente do Crea-PE, José Mário Cavalcanti, que propôs o seminário ao Colégio de Presidentes do Sistema Confea/Crea e Mútua. José Mário, por sua vez, parabenizou o Confea e o Cau por terem aceitado a proposta. “Essa necessidade de conversa é imperiosa, não apenas pelas responsabilidades de cada profissão, mas pelas demandas da sociedade que nos obrigam a trabalhar de forma conjunta e complementar”, destacou.
Propostas

Confira fotos do evento no Facebook do Confea
Com duas propostas sistematizadas, o eixo Fiscalização teve o engenheiro civil José Mário Cavalcanti como coordenador e o arquiteto Luciano Guimarães como relator. “Foi um exercício grande que fizemos ontem e hoje, discutindo, inclusive, as questões de transversalidade que envolvem as profissões. Uma discussão rica. Algumas coisas que tínhamos discutido há 15 anos, mas indicam a necessidade de continuar contribuindo em defesa da sociedade”, afirmou Luciano Guimarães. As propostas referem-se à troca de informações das ART e RRT pelos sistemas de registro e fiscalização dos dois conselhos, no que for de interesse comum, e à orientação dos profissionais e fiscais sobre a competência de ambos os conselhos de fiscalizar obras com placa ou não.
“Foi muito produtivo, com discussões interessantes. Houve pontos de diálogo, especialmente em relação ao Ministério da Educação”, afirmou o coordenador do GT Ensino, arquiteto e conselheiro do CAU/BR, José Roberto Geraldine Júnior. Tendo a conselheira federal e engenheira eletricista Ana Constantina Sarmento como relatora, o GT analisou temas como registro de revalidação de profissionais estrangeiros; diálogo com o Conselho Nacional de Educação para tratar do acompanhamento dos processos de revisão das diretrizes curriculares e ainda a articulação entre os sistemas de registros de profissionais, entre as 10 propostas apresentadas.
O engenheiro civil e conselheiro federal Osvaldo Valinote apresentou as três propostas do GT Ações Interinstitucionais. “Criação de um comitê paritário para o cumprimento do artigo terceiro, parágrafo quarto, da Lei nº 12.378/2010, que prevê o acompanhamento e a edição de resoluções conjuntas dos dois conselhos”; “Termo de cooperação técnica para ações conjuntas de assessoria parlamentar” e “Estabelecimento de canal de comunicação conjunta do Sistema Confea-Creas/CAU-BR” são os temas constantes das propostas. O GT teve a arquiteta Cláudia Pires como sua relatora.
Avaliação positiva

Coordenador da Câmara Nacional dos Coordenadores de Engenharia Civil, Luiz Capraro parabenizou o presidente José Tadeu pela iniciativa, argumentando que os dois conselhos são importantes para a sociedade. “Para que possamos caminhar juntos, temos que ter outros seminários como esse, em busca de uma solução harmônica, mas acho temerário que estas questões cheguem aos regionais como assunto pacífico”. Ao que o coordenador da Câmara de Engenharia Civil do Crea-BA, Valter Sarmento, acrescentou que “o diálogo é importantíssimo, mas sabemos que o Confea é muito criterioso com seus normativos. Os grupos terão que passar pelo plenário do Confea”.
Assista a depoimentos dos participantes do seminário
O evento derruba uma “situação constrangedora” que se mantinha entre profissionais engenheiros e arquitetos integrantes de diversas entidades de classe do país. A observação é do coordenador do Colégio de Entidades Nacionais (Cden), engenheiro de alimentos Gumercindo Ferreira, em torno da importância do Seminário Confea/Cau. “Este seminário representa a continuidade de nosso trabalho enquanto entidades de classes que congregam profissionais em sua cidade ou estado. Podemos novamente usar a expressão Associação de Engenheiros, Arquitetos e Agrônomos. Podemos fazer um primeiro passo em prol dos engenheiros, arquitetos e agrônomos. Que isso seja duradouro e contínuo”, desejou. Já o coordenador do Colégio de Presidentes (CP), engenheiro civil Jorge Silveira, acrescentou que, em 1933, engenheiros e arquitetos se uniram, “então não há como nos separarmos, mesmo que a gente queira”.
Ao compor a mesa dos trabalhos, a exemplo dos coordenadores do Cden e do CP, a conselheira federal, coordenadora da Comissão de Controle e Sustentabilidade do Sistema (CCSS) e engenheira eletricista Ana Constantina Sarmento concordou com o conselheiro federal e engenheiro civil Marcelo Morais, que se manifestara pela necessidade de dar continuidade aos debates junto aos plenários, em busca da convergência. “Temos que ter outras perspectivas com o sentimento de quem se conhece há quase 80 anos. Mas nós nos separamos e temos filhos, que é a sociedade. O melhor desses dois dias é que nos reunimos e temos uma herança para contribuir com esses filhos. É necessário que tudo o que foi posto nestes dois dias nos deixe ainda mais próximos para as batalhas que temos lá fora. Nossa agenda precisa ser eficiente e efetiva, devemos marcar logo o próximo seminário. Devemos começar a tocar naquilo que a gente precisa resolver”.
Outros representantes do Conselho de Arquitetura e Urbanismo, componentes da mesa, também se manifestaram sobre a importância do evento. A coordenadora do Colégio de Entidades de Arquitetura e Urbanismo, Saidi Khatouni, lembrou a etimologia do termo “seminário”, que vem de “semear”, para considerar que esta “semente” demandará tempo para germinar e se desenvolver. “Temos processos naturalmente harmônicos, pois usamos os recursos naturais para fazer nossas obras. Então, lembro que essas árvores demoram a frutificar. Sempre acreditamos nos reencontros e nos reinícios porque a natureza também é cíclica em suas proporções”. Já o arquiteto Raquelson Lins agradeceu a oportunidade ímpar do Seminário. “Fico feliz de estarmos no término do primeiro mandato e termos podido discutir nossas semelhanças. Temos uma consciência cidadã, e o país precisa da engenharia e da arquitetura”.
Presidentes destacam iniciativa


Equipe de Comunicação do Confea
Notícias relacionadas:
Habilitação para o exercício profissional ganha destaque no Seminário Confea/Cau
Palestras:
Sistemas Adequados de Resolução de Disputas
A formação do Arquiteto e Urbanista
