Engenharia mecânica e industrial busca integrar e inovar mais a fiscalização

Brasília, 2 de março de 2026

A harmonização de procedimentos entre os Creas, o fortalecimento da fiscalização e a aproximação da engenharia com as demandas sociais do país estiveram entre os principais temas discutidos pela Coordenadoria de Câmaras Especializadas de Engenharia Mecânica, Metalúrgica e Industrial (CCEEI) durante o 15º Encontro de Líderes do Sistema Confea/Crea, realizado no fim de janeiro último. O objetivo, segundo o novo coordenador eleito da instância, Diêgo Fernandes da Cruz, é ampliar a integração entre os Regionais e alinhar as pautas técnicas às diretrizes nacionais do Sistema.

Diêgo Fernandes da Cruz, novo coordenador da CCEEI

Entre as prioridades apontadas estão a adoção de novas tecnologias nos processos de fiscalização, o estímulo à capacitação contínua dos profissionais e a construção de canais mais eficientes de troca de informações entre as Câmaras Especializadas Regionais. A Coordenadoria também pretende fortalecer iniciativas que aproximem a Engenharia Industrial das necessidades concretas da população, contribuindo para soluções seguras, inovadoras e socialmente relevantes.

Engenheiro industrial mecânico, mestre em Engenharia Mecânica e professor efetivo do CEFET-MG, Diêgo Fernandes da Cruz integra o Sistema Confea/Crea desde 2021 como conselheiro regional do Crea-MG. Ao longo de sua atuação, participou da Comissão de Educação e Atribuição Profissional - CEAP, coordenou o grupo de trabalho em Caldeiras e Vasos de Pressão e está à frente da Câmara Especializada de Engenharia Mecânica e Metalúrgica em 2025 e 2026.


Quais foram os pontos principais discutidos pela coordenadoria ao longo do 15º Encontro de Líderes do Sistema Confea/Crea?

A prioridade no 15º Encontro de Líderes do Sistema Confea/Crea foi a harmonização e a padronização de procedimentos entre as câmaras estaduais. As discussões buscaram integrar as pautas técnicas às diretrizes do Confea, além de fortalecer a comunicação e o fluxo de informações entre os regionais.

Também foi destacada a relevância de proposituras voltadas à promoção da capacitação contínua e à troca de boas práticas entre as câmaras. Outro ponto importante foi a definição de ações normativas e orientativas para a engenharia industrial, com foco em segurança, qualidade e inovação.

 

A entrega de ações de fiscalização de alto valor e relevância, em âmbito nacional, é um propósito permanente do Sistema Confea/Crea. De que forma a coordenadoria pretende atuar para qualificar esses processos, incorporando novas tecnologias e soluções inovadoras à fiscalização?

A coordenadoria pretende promover protocolos padronizados que incorporem ferramentas digitais, como bases de dados unificadas, georreferenciamento e análise de riscos baseada em dados. Também está prevista a utilização de inteligência artificial e de plataformas colaborativas voltadas à gestão das fiscalizações.

Paralelamente, será fundamental investir na capacitação dos fiscais para o uso dessas tecnologias. A ideia é aumentar a eficiência, a rastreabilidade e a transparência das ações de fiscalização, priorizando intervenções de maior impacto e risco para a sociedade.


A atual gestão do Confea tem incentivado a engenharia brasileira a se aproximar da realidade social do país, identificando nesse diálogo um caminho para aprimorar a infraestrutura nacional. De que forma a coordenadoria pretende atuar para contribuir efetivamente na mitigação dos problemas que afetam a população brasileira?

A coordenadoria pretende atuar articulando as demandas estaduais para orientar políticas técnicas em nível nacional. Nesse sentido, busca promover estudos e recomendações técnicas que possam ser aplicados a problemas locais, além de incentivar projetos com impacto social e parcerias com universidades e órgãos públicos.
Outra frente de atuação será integrar o conhecimento técnico às práticas regulatórias, de modo a estimular soluções viáveis, seguras e economicamente sustentáveis para a população.


Outro eixo prioritário do Confea tem sido a reconexão com os jovens estudantes, diante da queda acentuada do interesse pela engenharia. Na sua avaliação, que estratégias são essenciais para enfrentar esse cenário preocupante, que pode colocar em risco a execução de programas estratégicos para o Brasil?

Defendemos a construção de ações conjuntas com as instituições de ensino, incluindo programas de mentoria com profissionais, oportunidades de estágio e o desenvolvimento de projetos práticos alinhados a desafios reais. Também é importante ampliar a divulgação das carreiras da engenharia e dos impactos sociais positivos que a profissão gera.

Além disso, iniciativas como competições, laboratórios abertos e estímulos à inovação e ao empreendedorismo podem contribuir para aproximar os estudantes da prática profissional. Modernizar a imagem da engenharia também é essencial, mostrando trajetórias diversas e oportunidades em setores emergentes, como sustentabilidade, digitalização e indústria 4.0.

Cruz e José Piotrovski Neto, coordenador-adjunto


Qual legado a coordenadoria pretende deixar para os profissionais e para o Sistema a partir do trabalho desenvolvido em 2026?

A intenção é deixar uma base de processos mais padronizada e transparente entre os regionais, além de canais de comunicação e cooperação mais consolidados. Também buscamos implementar iniciativas estruturadas de capacitação contínua e consolidar recomendações técnicas e boas práticas que facilitem a atuação integrada do Sistema.

Em síntese, pretendemos contribuir para uma engenharia industrial com maior eficiência, uniformidade de procedimentos e capacidade de resposta técnica, sempre orientada pelo benefício da sociedade.


Beatriz Craveiro
Equipe de Comunicação do Confea
Fotos: Sto Rei