Brasília, 21 de janeiro de 2025.
A experiência de quatro décadas em sistemas de transporte e infraestrutura urbana, junto à Empresa de Trens Urbanos de Porto Alegre (Trensurb), consolidou a dedicação à engenharia, à gestão pública e à representação institucional na trajetória do engenheiro eletricista José Cláudio Sicco. Especialista em Sistemas Ferroviários pela Agência de Cooperação Internacional do Japão e ainda em Gestão de Transporte Urbano, ele assume seu primeiro mandato como conselheiro federal, ao lado do também engenheiro eletricista Luís Henrique Motta.

A ampla atuação no Sistema Confea/Crea, junto à Associação Brasileira de Engenheiros Eletricistas do Rio Grande do Sul, ao Sindicato dos Engenheiros e ainda no Crea-RS, onde chegou a ocupar mais de uma vez a vice-presidência, sedimenta a expertise deste gaúcho de Jaguarão, formado pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS). Eng. Sicco, como prefere ser chamado, considera que sua trajetória é marcada “pelo compromisso com a valorização profissional, a boa técnica, a ética e o fortalecimento das profissões da área tecnológica como vetor de desenvolvimento sustentável e inovação no Brasil”. Confira outros posicionamentos na entrevista a seguir.
Como se deu a formação da chapa com o suplente (eng. eletric. Luís Henrique Motta) e quais princípios orientam essa atuação conjunta no plenário do Confea?
A formação da chapa com o engenheiro eletricista Luís Henrique Motta ocorreu de maneira natural e convergente, a partir de trajetórias profissionais compatíveis, compromisso ético com o Sistema Confea/Crea e uma visão comum sobre o papel estratégico da Engenharia Elétrica no desenvolvimento do país. Nossa atuação conjunta é orientada por princípios claros: defesa intransigente da boa técnica, valorização profissional, respeito à legislação, diálogo institucional e responsabilidade social. Mesmo quando há diversidade de visões, prevalece o compromisso com decisões técnicas fundamentadas, sempre voltadas ao interesse coletivo dos profissionais e da sociedade. A suplência, nesse contexto, não é formal, mas participativa e colaborativa.
Qual a importância de representar os profissionais da sua modalidade no plenário do Confea?
Representar a modalidade da Engenharia Elétrica no plenário do Confea é essencial porque se trata de uma área transversal e estratégica para praticamente todas as políticas públicas contemporâneas: energia, infraestrutura, mobilidade, saneamento, indústria, tecnologia da informação e transição energética. A presença ativa de um conselheiro da modalidade garante que normas, resoluções e posicionamentos do Sistema estejam tecnicamente consistentes, atualizados e alinhados à realidade do exercício profissional. Além disso, assegura que os desafios enfrentados no cotidiano dos engenheiros eletricistas e de todos os demais profissionais de nosso Estado, o Rio Grande do Sul, sejam efetivamente considerados nas decisões nacionais.

Quais são as principais prioridades do seu mandato para a valorização e o fortalecimento da atuação profissional no Sistema Confea/Crea?
Entre as principais prioridades do mandato, destaco:
• Valorização do exercício profissional, combatendo a precarização, o exercício ilegal e a desqualificação técnica;
• Atualização normativa, para que resoluções acompanhem a evolução tecnológica sem engessar a atuação profissional;
• Fortalecimento institucional dos demais integrantes do nosso Sistema Profissional, com foco nas Entidades de Classe, principais representantes dos profissionais, mas sempre com grandes dificuldades de atuação;
• Aproximação do Sistema com os demais poderes constituídos, como Prefeituras e Governos estaduais, com criação de projetos de lei para profissionalização de ações de desenvolvimento econômico e social;
• Aproximação do Sistema com a sociedade, evidenciando o papel dos nossos profissionais na segurança, na qualidade de vida e no desenvolvimento sustentável.
De que forma pretende incentivar a inovação e a modernização das profissões integrantes do Sistema, ampliando a competitividade e a inserção tecnológica dos profissionais?
A inovação precisa ser tratada como política permanente do Sistema. Isso passa por incentivar a formação continuada, reconhecer novas áreas de atuação, dialogar com universidades, centros de pesquisa e o setor produtivo, além de apoiar iniciativas ligadas à automação, energias renováveis, eficiência energética e cidades inteligentes. O Confea deve atuar como indutor da modernização, criando ambientes regulatórios que estimulem a inovação, sem abrir mão da responsabilidade técnica e da segurança. Profissionais bem preparados e amparados institucionalmente são mais competitivos e mais relevantes para o país.
Em um cenário de eleições no Brasil (municipais e gerais) em que energia, infraestrutura e transição energética ganham destaque nas políticas públicas, como o senhor avalia o papel do Confea na defesa e valorização dos engenheiros?
O Confea tem um papel estratégico e institucional fundamental. Em momentos de debate político intenso, o Sistema deve se posicionar como referência técnica qualificada, defendendo políticas públicas baseadas em critérios científicos, planejamento de longo prazo e responsabilidade socioambiental, e isto para todas nossas profissões. Cabe ao Confea afirmar que não há transição energética, infraestrutura resiliente ou desenvolvimento sustentável sem engenheiros e demais profissionais habilitados da área tecnológica, devidamente valorizados e respeitados. Essa defesa não é corporativa, é uma defesa da sociedade.
Ao concluir seu mandato como conselheiro, que legado pretende deixar para os profissionais e para o Sistema Confea/Crea e Mútua?
O legado que pretendo deixar é o de uma atuação ética, técnica, dialogada e comprometida com o futuro. Um Sistema mais moderno, mais próximo dos profissionais, mais respeitado pela sociedade e mais preparado para os desafios tecnológicos e ambientais que já estão postos. Espero contribuir para fortalecer a percepção de que o Confea/Crea e a Mútua não são apenas estruturas administrativas, mas instrumentos essenciais de valorização profissional, proteção da sociedade e promoção do desenvolvimento nacional.
Henrique Nunes
Equipe de Comunicação do Confea
