Se dá para imaginar, dá para fazer

Brasília, 30 de janeiro de 2025

"A inteligência artificial não tem a ver com idade ou com conhecimento técnico. Tem a ver com querer. São ferramentas simples. Testem, usem. A IA está acabando com elitismo e etarismo. Inclusive, pessoas experientes têm mais vocabulário para lidar com IA. Usem a valer. Não é estratégico ficar fora dessa. É uma alavanca. É uma força que pode estar redesenhando a sociedade e a economia".

Gui Zanoni

As palavras são de Gui Zanoni, especialista em inovação, liderança do futuro e novas tecnologias e integrante da geração coca-cola (nascido em 1985), que ministrou a palestra "Inteligência artificial, pessoas e projetos". Entre os dados que Zanoni trouxe, os de que são 90 mil as IAs catalogadas atualmente surpreendeu a audiência.

Entusiasta da IA, Zanoni explicou a diferença entre a preditiva e a generativa: a primeira é a que usa dados passados para projetar tendências futuras - como na meteorologia -, e a generativa é a IA que surgiu como novidade agora, que é capaz de criar. "Se dá para imaginar, dá para fazer". Zanoni comentou sobre exemplos de IA que geram bandas de música (Velvet Sundown) e prestam serviços como decoração de interiores. Também apresentou um diagrama em que no eixo das coordenadas se opunham as IAs preditiva e generativa e no das abcissas estavam os olhares interno da empresa e o do cliente, para propor projetos de relatórios (IA preditiva) e de execução de tarefas (IA generativa).

De acordo com Zanoni, com a internet, passamos por uma linha do tempo que envolveu revolução, democratização e desintermediação. "Agora estamos na zona do caos. Não é mais tempo de mudança. É mudança de tempo". Segundo ele, este é um cenário não linear, urgente, volátil, conectado, responsivo e ambíguo, em que 74% das pessoas passa mais tempo com olhos no celular do que na televisão; 43% já se relacionou por aplicativo; 82% usa o celular no banheiro; e 36% toma banho usando o celular.

Beatriz Leal
Equipe de Comunicação do Confea