
Brasília, 26 de março de 2026.
O plenário do Confea aprovou, nesta quinta-feira (26), uma nova resolução que promete aproximar ainda mais os estudantes do mercado de trabalho. A medida altera a Resolução nº 1.121/2019, que trata do registro de pessoas jurídicas nos Creas, e passa a reconhecer as especificidades das chamadas Empresas Juniores (EJs) — organizações formadas por universitários que desenvolvem projetos reais com orientação acadêmica.
Cada vez mais presentes nas universidades, as EJs funcionam como uma ponte entre teoria e prática, permitindo que estudantes vivenciem, ainda na graduação, desafios concretos da engenharia. No entanto, até então, essas iniciativas enfrentavam entraves para se formalizar junto ao Sistema Confea/Crea.
A nova resolução estabelece um caminho mais claro para o registro das EJs, permitindo que a responsabilidade técnica seja assumida por profissionais vinculados às próprias instituições de ensino, como professores devidamente registrados no Crea. Agora, para se formalizar, as Empresas Juniores deverão apresentar uma declaração da universidade que comprove sua vinculação, além de indicar um responsável técnico ligado à instituição.
A medida, que é fruto de uma demanda dos estudantes e profissionais, garante maior segurança jurídica às atividades desenvolvidas e preserva o caráter educativo dessas organizações, como destacou o presidente do Confea, eng. telecom. Vinicius Marchese. “De uma maneira muito simples, agora as Empresas Juniores poderão se formalizar junto ao Sistema Confea/Crea e terão a oportunidade de profissionalizar o trabalho de engenharia que eles já vêm desenvolvendo em um ambiente de inovação e empreendedorismo”, afirmou o presidente, lembrando que hoje são mais de 1020 Empresas Juniores no Brasil.
A expectativa é que a mudança fortaleça a formação dos futuros profissionais, ampliando oportunidades de aprendizado prático, desenvolvimento de competências e inserção no mercado. “Esse material técnico que os universitários geram nas Empresas Juniores certamente será muito útil para eles após a formatura, na carreira profissional”, pontuou. Ao reconhecer e regulamentar as Empresas Juniores, segundo Marchese, o Confea também incentiva a inovação e o protagonismo estudantil, alinhando a atuação do Sistema às novas dinâmicas da formação em engenharia.
Julianna Curado
Equipe de Comunicação do Confea
