
Brasília, 27 de abril de 2026.
O segundo encontro do ano da Coordenadoria de Câmaras Especializadas de Engenharia Civil (CCEEC) consolidou um alinhamento nacional voltado à segurança das estruturas, à qualificação profissional e ao refinamento das ações de fiscalização no âmbito do Sistema Confea/Crea. “Essa reunião foi decisiva para estruturar um modelo mais técnico, uniforme e eficiente de atuação da engenharia civil no Brasil. Estamos tratando de temas que impactam diretamente a segurança da sociedade e a qualidade das obras”, afirmou o coordenador eng. civ. e de seg. trab. Luiz Henrique Carvalho.
Na reunião realizada em Brasília, entre 15 e 17 de abril, um dos principais eixos discutidos foi o fortalecimento da cultura de prevenção na engenharia, especialmente no que se refere à segurança estrutural e à gestão de riscos. “A engenharia civil precisa atuar de forma antecipada, com base em critérios técnicos bem definidos e em conformidade com as normas vigentes. Isso passa, necessariamente, pela responsabilidade técnica e pela qualificação contínua dos profissionais”, pontuou. Carvalho também ressaltou que a valorização profissional e a atualização da formação são fatores cruciais para acompanhar as demandas tecnológicas e garantir desempenho adequado no exercício da profissão.
Outro ponto enfatizado foi a necessidade de evolução das ações de fiscalização. Segundo o coordenador, há um movimento claro para tornar esse processo mais estratégico, padronizado e orientado por resultados. “Estamos buscando uma fiscalização mais eficiente, baseada em indicadores e com maior integração entre os regionais. Isso permite maior coerência nas ações e eleva o nível técnico do sistema como um todo.”

Carvalho também destacou o avanço na construção de um modelo participativo para definição das diretrizes nacionais de fiscalização: “A participação ativa dos Creas nesse processo garante que as decisões estejam alinhadas às realidades regionais, fortalecendo a governança e ampliando a efetividade das políticas adotadas”.
A padronização dos procedimentos fiscalizatórios por meio da elaboração de referenciais técnicos específicos para diferentes tipos de empreendimentos também esteve em pauta. “Essa medida reduz subjetividades, proporciona maior segurança jurídica e qualifica a atuação dos agentes fiscais, assegurando que as ações estejam fundamentadas em critérios técnicos consistentes e alinhados às normas da ABNT”, comentou.
Nesse sentido, o foco agora está no aprofundamento técnico e na maturação das propostas, com vistas à próxima reunião da Coordenadoria. “Saímos de Brasília com diretrizes muito bem alinhadas. Agora, o desafio é transformar esse alinhamento em propostas robustas, tecnicamente estruturadas e com aplicabilidade prática no sistema e na sociedade.”
O desenvolvimento dos temas está sendo conduzido com base em três pilares: aprofundamento técnico, integração entre os regionais e aderência às normas e à realidade do setor. “Estamos construindo soluções que dialogam com as normas técnicas, com a realidade das obras e com as demandas da fiscalização. O objetivo é garantir consistência e aplicabilidade”, explicou.

No campo da segurança estrutural e gestão de riscos, os trabalhos avançam para a consolidação de diretrizes mais objetivas, com foco em prevenção e responsabilidade técnica, como adiantou o coordenador. “Queremos chegar à próxima reunião com encaminhamentos claros que fortaleçam a atuação preventiva da engenharia, reduzindo vulnerabilidades e elevando o nível de segurança das construções.”
Em relação à fiscalização, os estudos seguem sendo refinados para estruturar um modelo mais inteligente e padronizado. “Estamos evoluindo na definição de indicadores, critérios e procedimentos que permitam uma fiscalização mais eficiente, menos subjetiva e mais alinhada entre todos os Creas. Isso é crucial para dar consistência ao Sistema.”
Outro ponto de destaque, de acordo com o coordenador, é a continuidade da construção colaborativa das diretrizes nacionais: “Os regionais estão contribuindo ativamente, trazendo suas realidades e experiências. Esse processo participativo garante maior aderência e viabilidade de implementação das propostas”.

Carvalho salientou ainda o avanço na elaboração de referenciais técnicos para fiscalização por tipologia de empreendimento. “Estamos estruturando materiais que vão orientar de forma clara a atuação dos agentes fiscais, com base em critérios técnicos sólidos. Isso reduz interpretações divergentes e aumenta a segurança jurídica.”
Para Luiz Henrique Moreira de Carvalho, o objetivo é chegar à próxima reunião, prevista para agosto, com propostas maduras e prontas para aprovação. “Nosso compromisso é entregar soluções efetivas, que possam ser implementadas e que contribuam diretamente para o fortalecimento da engenharia civil e para a proteção da sociedade. Estamos trabalhando com responsabilidade técnica e visão de longo prazo”, ressaltou.
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Equipe de Comunicação do Confea
