Foz do Iguaçu (PR), 7 de agosto de 2015

“Só há pobreza onde não há dinheiro. O Brasil tem riqueza humana, vegetal, animal, mineral. Vejam como não falta nada a nossa pátria para criar benefícios sociais”. A pátria e o conceito de pátria foram figuras recorrentes na palestra que Eudes Souza Leão, ex-ministro da Agricultura e atual presidente da ABCA (Academia Brasileira de Ciência Agronômica), proferiu durante o II ENA (Encontro Nacional de Agronomia), realizado de 4 a 7 de agosto, em Foz do Iguaçu (PR), pelo Sistema Confea/Crea e Mútua.
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Um tom diferente e um carinho especial podia ser percebido todas as vezes em que Eudes pronunciou a palavra pátria ao desenvolver o tema de sua palestra “Agronomia em sua Plenitude”, destacando a importância da agronomia e do engenheiro agrônomo no Brasil. Confessando-se um otimista incorrigível aos 95 anos, Eudes prendeu a atenção dos participantes do Encontro com sua fala mansa e firme.
Segundo ele, os engenheiros agrônomos se diferenciam das demais profissões do Brasil. “A agronomia assumiu uma posição de relevo em relação às outras atividades profissionais, porque fornece beleza estética, saúde e alimento e, sobretudo, riqueza financeira”.
Para explicar seu raciocínio, Leão Pinto apresentou um histórico. Áreas antes condenadas agronomicamente e de baixa produtividade, como o Sul do Paraná e o Oeste da Bahia, são hoje pujantes e referências nacionais devido ao trabalho sério dos agrônomos em parceria com os produtores rurais. Aliado a isso, o presidente da ABCA ressaltou outro grande fator que auxilia o desempenho da função, que são as riquezas naturais abundantes e espalhadas no território nacional. “Somos a classe das grandes soluções”.
Na primeira edição do Encontro Nacional de Agronomia, realizado em novembro de 2013, Eudes Leão Pinto foi homenageado. Na ocasião, que marcava o cinquentenário do assassinato de John Fitzgerald Kennedy (JFK), Eudes contou que chegou a conhecer Kennedy em uma visita sua aos Estados Unidos, durante a Guerra do Vietnã. “Nós ficamos verdadeiramente encantados com o que o presidente JFK compreendia ser o valor do agrônomo. Ao nos receber, Kennedy nos apertava a mão e dizia: ‘sejam bem vindos à nossa pátria. O engenheiro agrônomo é o grande benfeitor da humanidade. É a ele que cabe alimentar a população do mundo’”, contou. Eudes de Souza pondera que, se a nação mais rica do mundo coloca tanta importância nos agrônomos, o Brasil tem que começar a fazer o mesmo.
A ABCA
Criada em julho de 2010 e instalada em julho de 2013 em sessão especial da 65ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), a ABCA tem por objetivo contribuir para o desenvolvimento e o progresso da Agronomia. A academia é composta por 60 patronos e acadêmicos titulares com formação em engenharia agronômica, nas diversas áreas de especialidade e regiões do Brasil.
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Maria Helena de Carvalho
Equipe de Comunicação do Confea
Com informações da assessoria do CBA
