
Aracaju, 15 de outubro de 2026
O sonho de ir ao Rock in Rio ainda não foi realizado para a maior parte da plateia que acompanhou a apresentação do CEO da Rock Word, empresa responsável pelo festival de rock que, ao longo de 41 anos, vem fazendo a história de vida de milhões de pessoas ao redor do mundo. Mas o engenheiro de produção Luís Justo vem fazendo bem sua parte para incentivar a mística do festival criado em 1985 pelo publicitário e empresário Roberto Medina. Foi o que ele demonstrou na tarde desta quinta-feira (1510), na sua apresentação “A Arte de sonhar e fazer acontecer”, durante a 81ª Soea, em Aracaju.
Com uma trajetória de sucesso no mundo empresarial, incluindo a Osklen e o festival, Luís é autor do bestseller “CEO: Conectar, equilibrar, orientar: como se tornar um líder pragmático e inspirador integrando competências complementares que levam times e negócios ao sucesso”. E associa toda essa intimidade com o marketing e a inovação com sua formação: “Engenheiro é aquele curioso que transforma desafios em diferentes indústrias”.
Após uma breve história da fundação do Rock in Rio, quando Roberto Medina apelou a Frank Sinatra para “vender” o seu projeto, após o sucesso do show do The Voice no Maracanã, em 27 de janeiro de 1980. Deu certo, e o festival acabou sendo realizado com sucesso, já sendo expandido, nessas quatro décadas, para a Europa e os Estados Unidos, sendo acompanhado ao vivo mais de 1 bilhão de pessoas em todo o mundo, incluindo mais de 16 milhões de pessoas presencialmente.
Uma experiência inesquecível
Corte para a jornada de mercado que vai das commodities, aos produtos e serviços e que chegou agora à era da experiência. “Todo negócio pode gerar experimentação”. Depois de passar pela experiência da Osklen, incluindo a recuperação após um incêndio na fábrica da marca de moda, em 2010 (mais detalhes abaixo), Luís Justo começou a trabalhar com o Rock in Rio no ano seguinte.

“Fui entender a proposta de valor daquele negócio. A gente criou o Rock in Rio Card em que a pessoa compra o ingresso sem saber a atração. Duas horas depois que abre a venda, os150 mil ingressos se esgotam. Depois, lançamos o Rock in Rio Clube para garantir também sem saber quem vamos trazer. E vendemos até a lama do local onde aconteceu o primeiro Rock in Rio. Nosso negócio é vender uma experiência inesquecível. Quando a gente entendeu isso, havia milhões de oportunidades para tornar a experiência inesquecível”.
Luís Justo ressalta que o cliente compra uma proposta de valor, não o produto ou o serviço. “Passei cinco anos olhando para a cultura dessa empresa”. Cultura que é construída através do exemplo e dos valores da empresa, em todos os setores, até no financeiro do Rock in Rio. “Nem toda empresa tem que fazer isso”, avisa, apresentado casos de adaptação de empresas a experiências únicas.
Escuta, crise e coragem
A escuta proativa é outro diferencial para o sucesso do empreendimento. No caso do Rock in Rio, com a participação de milhares de pessoas, voluntariamente. Assim, a expectativa é de que cada evento seja melhor do que o anterior. “Para isso, tem que ter a escuta ativa, de verdade. O cliente que tem uma boa informação é matéria-prima para a nossa inovação”.

Tomando o bestseller “Antifrágil”, de Nassim Nicholas Taleb, ele abordou o conceito de “antifragilidade”, tomando o sentido de “crise”, em japonês, constituído por ideogramas que significam risco e oportunidade. O que aconteceu com a Osklen, sua primeira empresa. Ela usou uma campanha de sucesso, denominada Fênix (o tal mito grego do título da matéria), inspirada no incêndio da fábrica da marca, em 2010. “Toda crise tem um risco e uma oportunidade associada. Temos que procurar bem”.
O desfile de drones, até então inédito, promovido pelo Rock in Rio em 2017, exigiu uma pesquisa sobre as condições meteorológicas da região nos últimos 30 anos e, sobretudo, coragem. “O medo não pode paralisar a gente”. Além de coragem, toda essa construção deve ser feita em conjunto. “Compartilhe o propósito e os resultados com o seu time”, argumentou. Afinal, como Raul já dizia: “sonho que se sonha só, é só um sonha só, mas sonho que se sonha junto é realidade”.
Reportagem: Henrique Nunes
Edição: Henrique Nunes
Equipe de Comunicação do Confea
Fotos: Sto. Rei e Dbrothers/Confea
Gestão de imagens: Paula Moreira
