Tecnologias e inovação impulsionam a agricultura sustentável

Aracaju, 16 de outubro de 2026.

Moderado pelo eng. agr. Leonardo Pimentel, o painel “Engenharia e agronomia: a revolução da agricultura no século XXI” reuniu especialistas para discutir como novas tecnologias estão tornando a agricultura mais produtiva, eficiente e sustentável.

O empresário e inventor Luciano Wibrantz, fundador do Grupo Tecnosul, apresentou a palestra “Drones e a transição energética para a agricultura sustentável”. Segundo ele, a agricultura precisa equilibrar dois desafios igualmente importantes: aumentar a produção de alimentos e reduzir os impactos ambientais da atividade.

Empresário e inventor Luciano Wibrantz

Wibrantz destacou que produtividade e sustentabilidade devem caminhar juntas e defendeu o fortalecimento da indústria nacional como caminho para o desenvolvimento. Na avaliação do especialista, o Brasil precisa ampliar sua capacidade de transformar conhecimento em tecnologia e inovação, criando soluções próprias para os desafios do campo.

A apresentação mostrou como drones, sensores e inteligência artificial estão impulsionando o conceito de fazenda autônoma, baseada em três etapas: observar, interpretar e agir. Com o uso de sensores e diferentes tipos de câmeras, é possível identificar problemas nas lavouras de forma precoce e realizar intervenções mais precisas.

O palestrante também apresentou soluções nacionais para drones agrícolas e destacou o potencial do etanol e do hidrogênio para ampliar a autonomia dessas máquinas. Além do agronegócio, as tecnologias desenvolvidas possuem aplicações em áreas como logística, construção civil e mobilidade.

O moderador eng. agr. Leonardo Pimentel e o palestrante Luciano Wibrantz interagem com a plateia

Startups e agricultura orientada por dados
Na sequência, o eng. mecatron. Tiago Simões Galvão Reis apresentou a palestra “Inovação produtiva no agro: como as startups estão redesenhando a produção no campo”.

O palestrante destacou que a transformação digital da agricultura depende diretamente da qualidade dos dados utilizados na tomada de decisão. Segundo ele, o processo passa por etapas de sensoriamento, coleta de dados, interpretação, decisão, execução e verificação de resultados.

 O público participou ativamente com comentários e perguntas

Tiago também abordou a necessidade de medir a sustentabilidade com critérios objetivos, evitando o chamado greenwashing, ou “maquiagem verde”, prática de apresentar iniciativas como sustentáveis sem comprovação técnica. Entre os indicadores apontados para avaliar os resultados das tecnologias estão consumo de energia, emissões, custos operacionais, manutenção e vida útil dos equipamentos.
Ao tratar da agricultura de precisão, destacou oportunidades como aplicação localizada de insumos e monitoramento contínuo das lavouras, mas alertou que os resultados dependem de dados confiáveis, calibração adequada e boas condições operacionais.

A palestra também abordou drones, automação, eletrificação e análise econômica dos projetos, reforçando que a adoção de novas tecnologias deve ser baseada em dados reais e na avaliação completa dos custos e benefícios envolvidos. Como mensagem final, Reis resumiu a proposta da agricultura digital em uma frase: “A revolução que importa é a que melhora o campo.”

Palestrante eng. mecatron. Tiago Simões Galvão Reis

Participação do público
As duas apresentações foram encerradas com rodadas de perguntas e respostas, marcadas por grande participação da plateia e interação com o moderador Leonardo Pimentel. Os debates abordaram temas como agricultura de precisão, inteligência artificial, drones, transição energética, sustentabilidade e os desafios para ampliar a inovação tecnológica no agronegócio brasileiro.

Reportagem: Débora Pereira (Crea-PR)      
Edição: Julianna Curado (Confea)     
Equipe de Comunicação da 81ª Soea     
Fotos: Sto Rei e DBrothers/Confea     
Gestão de imagens: Paula Moreira (Confea)