Foz do Iguaçu, 27 de maio de 2010.
“Não estamos vivendo uma nova era, mas uma mudança de era. Caminhamos de uma sociedade competitiva, para uma sociedade do conhecimento, do compartilhamento e da cooperação”, afirmou o presidente do Crea-PR, Álvaro Cabrini Jr. na abertura do 7o Congresso Estadual de Profissionais da Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Paraná (CEP-PR), na noite desta quarta-feira (26), em Foz do Iguaçu.
Para Cabrini, os profissionais da área tecnológica e as organizações profissionais têm papel importante nessa mudança do Brasil. “Aqui no Paraná desenvolvemos e desdobramos o nosso programa de Agenda Parlamentar. Em 2009 fizemos ações nos 31 maiores municípios do estado. Agora em 2010 vamos agir nos 399 municípios paranaenses, atingindo mais de dois mil secretários municipais e 3.800 vereadores”, afirmou.
“Precisamos discutir engenharia, arquitetura e agronomia com e para a sociedade, por isso nas ações da nossa agenda levamos não somente diagnósticos, mas apresentamos soluções aos líderes municipais. Nosso propósito é valorizar as nossas profissões valorizando a sociedade do Paraná”, afirmou o presidente do Crea.
O presidente do Confea, Marcos Túlio de Melo, durante palestra de abertura, pontuou e sugeriu reflexões que se fazem necessárias, dentro dos cinco eixos temáticos integrantes do 7o Congresso Nacional de Profissionais (CNP): formação profissional; exercício profissional; organização profissional; integração profissional e social e inserção internacional.
Sobre os desafios que o Brasil vai enfrentar para o atual processo de crescimento, já refletido na falta sua mão de obra e de qualificação, o presidente do Confea fez um alerta sobre o baixo número de formação. “O menor número de formação de engenheiros, por população economicamente ativa na América Latina, é a do Brasil. Esse cenário compromete o crescimento. Em 2006 a China já formava 450 mil engenheiros por ano. A Correia, no mesmo ano, já formava 36 mil, número que o Brasil forma atualmente. Precisamos pensar e formular propostas sobre isso”, sugeriu.
“Será que a qualidade do nosso ensino está à altura para sermos a quinta potência mundial na próxima década, como prevêem especialistas”, questionou Marcos Túlio. Ele ainda lembrou que o Brasil tem muitos problemas a enfrentar para continuar com os níveis previstos de crescimento. “Falta-nos empresas, em números suficientes, para o desenvolvimento de projetos, mão de obra qualificada, formação em gestão, atualização e tantos outros desafios que necessitam ser superados, por isso a importância de discutirmos e termos propostas para cada um dos eixos temáticos propostos”, lembrou.
Sobre inserção internacional, o presidente do Confea disse que o Brasil está ocupando um espaço em que o mundo começou a olhar para o modelo de desenvolvimento daqui. “Que inserção política, internacional, tecnológica e social queremos diante dessa perspectiva de sermos a quinta potência econômica mundial nos próximos 10 anos?”, indagou à platéia lembrando que isso é somente um potencial. “Oportunidade de ser, não significa realização de ser”, finalizou.
O governador Orlando Pessuti afirmou que a sua participação no era uma renovação do compromisso de parceria que sempre existiu entre o Governo do Paraná e o Conselho. "Na trajetória que temos como parceiros conseguimos implementar muitas políticas públicas, fruto do bom diálogo que sempre tivemos com o Crea e com as entidades de classe ligadas ao Conselho. Juntos construímos uma realidade da qual os paranaense podem se orgulhar".
Sobre as ações da Agenda Parlamentar no estado, o governador afirmou que "as propostas elaboradas com a visão da engenharia, da arquitetura e da agronomia são de importância fundamental para o Paraná". Ele demonstrou interesse em estreitar ainda mais as relações com o Crea.
O prefeito de Foz do Iguaçu, engenheiro Paulo Mac Donald, afirmou que a cidade, assim como o Brasil, também está vivendo uma transformação. “Estamos nos preparando para ser a cidade do conhecimento”, afirmou ao falar da preparação da cidade para a criação da Universidade Federal da Integração Latino Americana (Unila). Sempre usei a engenharia para governar a cidade. É dessa forma que estamos transformando e preparando Foz do Iguaçu para o futuro", afirmou.
Participaram ainda da mesa de abertura o presidente da Mútua, José Wellington Costa, o coordenador da Comissão de Organização do 7º Congresso Estadual de Profissionais, Joel Krüger, a presidente da Associação de Engenheiros e Arquitetos de Cascavel (AEAC), Marli Antunes da Silva Aoki, representando as demais entidades de classe presentes no evento. Presentes também os conselheiros federais do Confea, Kleber Souza, Maria Luiza Poci e Idalino Hortêncio, além de Jonas Dantas, presidente do Crea-BA e coordenador do Colégio de Presidentes do Sistema Confea/Crea.
Ondine Bezerra
Assessoria de Comunicação do Confea
