Abertura da 2ª etapa do 7º Congresso Nacional de Profissionais lota auditório

Brasília, 17 de novembro de 2010.

A 2ª etapa do 7º Congresso Nacional de Profissionais (7º CNP) do Sistema Confea/Crea teve início hoje, no Auditório Nereu Ramos, da Câmara dos Deputados. O evento contou com a presença de diversos deputados federais e profissionais da área tecnológica das diversas modalidades. Frente a um auditório lotado, os parlamentares apoiaram os trabalhos desenvolvidos pelo Sistema Confea/Crea e se colocaram à disposição para colaborar, no contexto do processo legislativo, com os projetos de interesse da área tecnológica.

Um Sistema uno
“O trabalho feito pelo Conselho Federal e pelos Conselhos Regionais representam, em primeiro lugar, a sociedade”, destacou o deputado Virgílio Guimarães (PT-MG). “Ao defender e ao fiscalizar o exercício da profissão, os Conselhos defendem os direitos da população de receber um bom serviço”, ressaltou. Assim, ele lembrou que a existência dos Conselhos tem por objetivo a representação do país e sua população.

Ele destacou ainda o movimento que visa à separação da modalidade Arquitetura do Sistema Confea/Crea: “Antes da decisão sobre a separação de um Conselho, deve-se perguntar o que corresponde ao interesse da sociedade”. Em sua opinião, a Engenharia e a Arquitetura são amalgamadas, sofrem de um processo de simbiose e são mais bem fiscalizadas dessa maneira. “O Brasil tem orgulho desses profissionais”, disse.

Da mesma forma, o deputado José Carlos Machado (DEM-SE) comentou sobre o assunto. “Fiquei sabendo que existe um movimento tentando dividir o Sistema, mas assumi o compromisso de lutar para que isso não aconteça. Nós somos fortes se continuarmos unidos. A divisão só gera enfraquecimento”, frisou.

Um bom exercício profissional
O deputado Antônio Carlos de Mendes Thame (PSDB-SP) ressaltou a importância de um bom exercício profissional. Segundo ele, é com esse bom exercício profissional que o país espera resolver dois gargalos. O primeiro diz respeito ao crescimento econômico, interrompendo o processo de desindustrialização da economia e a entrada sem limites de produtos estrangeiros, acabando com barreira cambial criada para exportação dos produtos brasileiros, estimulando a criação de vagas dentro do país , entre outros. “Só resolveremos essas questões com a contribuição absolutamente indispensável da engenharia brasileira; com um bom exercício da profissão do engenheiro para resolver esse gargalo e melhorar a vida dos brasileiros”, ressaltou.

O segundo desafio, segundo ele, está relacionado aos resultados da estatística publicada pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) que afirma que, nos próximos 10 anos, o aumento da produção de alimentos no mundo vai ter de aumentar em 25% para dar conta do crescimento populacional, de renda, dos Brics e outros. “Desses 25%, alguns países precisam dar contribuição expressiva”, destacou. E esse fato exigiria do Brasil - que segundo ele seria responsável por 50% desse aumento  a melhoria da tecnologia agrícola. “Isso vai exigir desses profissionais um desempenho à altura dos desafios”, frisou.

O futuro do país e as profissões da área tecnológica
O deputado Antônio Carlos Pannunzio (PSDB-SP) lembrou que qualquer assunto estratégico que queira ser estudado ou desenvolvido certamente terá de contar com a classe dos engenheiros. Referindo-se à 2ª etapa do CNP, que contou com mais de 500 eventos preparatórios em todo o país, afirmou: “tenho orgulho de encerrar uma série de reuniões e trabalhos coletivos que pensam um Brasil para, pelo menos, 12, 15 anos na frente”.

Em seguida, o deputado Jorginho Maluly (DEM-SP), lembrou que não se pode falar em um Brasil daqui a alguns anos sem falar em tecnologia. Lembrando de áreas estratégicas para o país, como infraestrutura, agricultura, comunicação e outras, ressaltou que o desenvolvimento do país passa necessariamente pelas profissões da área tecnológica abrangidas pelo Sistema Confea/Crea. “Estamos num momento muito proveitoso e cabe a nós aproveitarmos esse momento. E nós, da tecnologia, com certeza não vamos perder essa oportunidade”.

Para o deputado Guilherme Campos (DEM-SP), os profissionais da área tecnológica são os grandes responsáveis pela sustentabilidade do país. Segundo ele, estamos passando por uma época de ouro em que esses profissionais estão tendo a oportunidade de trabalhar na própria área de formação. “A maioria dos meus colegas não seguiu a área”, disse. Ele lembrou ainda que a participação desses profissionais nas Casas Legislativas é a oportunidade que a categoria tem de trazer a sua experiência e sua capacitação para contribuir com a nação.

O deputado Eliene Lima (PP-MT) ressaltou a contribuição desses profissionais para o desenvolvimento tecnológico e para a sustentabilidade da sociedade. Também, colocou-se à disposição para colaborar com os assuntos atinentes a essas profissões durante no exercício de suas atribuições no Poder Legislativo. “Estou disposto a fortalecer ainda mais a atuação dos profissionais que estão hoje aqui representados”, afirmou.

Projetos para o futuro
Ao fim da cerimônia de abertura, afirmou o presidente do Confea, Marcos Túlio de Melo: “Eu queria agradecer a todos os deputados e senadores que têm dado atenção especial aos debates das nossas categorias profissionais”. Segundo ele, o trabalho desenvolvido em todo o processo do 7º CNP busca fazer frente aos desafios da sociedade. “Os trabalhos visam à elaboração de projetos para o futuro que queremos ajudar a construir”, ressaltou.

Compuseram a mesa de abertura do 7º CNP o presidente do Confea, Marcos Túlio de Melo; o ministro de Estado Chefe da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, Samuel Pinheiro Guimarães; o deputado federal José Carlos Machado; o presidente da Mútua  Caixa de Assistência dos Profissionais do Crea, José Wellington Costa; o coordenador do Colégio de Presidentes, Jonas Dantas; o coordenador do Colégio de Entidades Nacionais, René Bayma Filho; o coordenador nacional da Coordenadoria Nacional de Câmara Especializada de Engenharia Química (representando todas as Coordenadorias Nacionais), Paulo Antônio Constantino; e o coordenador da Comissão de Articulação Institucional do Sistema (do Confea), Afonso Luiz Costa Lins Júnior.

Tânia Carolina Machado
Assessoria de Comunicação do Confea