Brasília, 6 de novembro de 2009.
Haroldo Veiga, analista de sistemas da Acessibilidade Brasil - associação sem fins lucrativos que apoia ações e projetos que visam à inclusão social e econômica das pessoas com deficiência -, fala sobre o DIRCE, novo programa capaz de gerar e tocar áudio de livros para pessoas com deficiência visual. Segundo o analista, o programa segue o padrão internacional DAISY (Digital Accessible Information System) e, além de ser bastante intuitivo, permite uma boa navegabilidade. “O software lê toda a tela para o deficiente visual; que agora vai poder navegar com o ‘TAB’ e com as setas, pulando páginas ou capítulos, da forma que quiser”, conta.
Um dos aspectos negativos continua sendo o custo. Haroldo explica que atualmente, já existem livros em braile, mas os métodos utilizados ainda são artesanais e o custo elevado. “Um livro em braile custa cerca de três vezes mais, ou seja, um livro de 30 páginas, custaria, em média, R$ 900”, explica. Mas, segundo ele, a Associação tem buscado parcerias para disseminar a utilização desses produtos, por exemplo, com o Instituto Benjamin Constant, tradicional instituição de ensino para deficientes visuais no Rio de Janeiro (RJ).
Acessibilidade na 66ª Soeaa
Na 66ª Semana Oficial da Engenharia, da Arquitetura e da Agronomia (Soeaa), que será realizada de 2 a 5 de dezembro, em Manaus (AM), a acessibilidade também será discutida dentro do contexto das inovações tecnológicas e da realização da Copa de 2014, para a qual há expectativas de construções de grandes obras. O Sistema Confea/Crea responsável pela fiscalização do exercício profissional de engenheiros, arquitetos, agrônomos, geólogos, geógrafos e meteorologistas, além de técnicos e tecnólogos tem buscado desenvolver mecanismos para verificar de forma mais eficaz a adequação à nova legislação brasileira de acessibilidade.
Saiba mais sobre a 66ª Soeaa, no site www.soeaa.com.br
Tânia Carolina Machado
Assessoria de Comunicação do Confea
