Agência Brasileira de Cooperação recebe Confea para discutir ações para o Haiti
Agência Brasileira de Cooperação recebe Confea para discutir ações para o Haiti
Última atualização: 05/02/2010 às 13h21
Brasília, 5 de fevereiro de 2010.
O ministro Olyntho Vieira, coordenador-geral de Cooperação em Agropecuária, Energia, Biocombustíveis e Meio Ambiente da Agência Brasileira de Cooperação (ABC), recebeu ontem (4) o coordenador do Grupo de Trabalho Haiti do Confea, conselheiro federal Kleber Souza dos Santos. Na reunião foram discutidas propostas de atuação do Conselho Federal para recuperação do Haiti, após o terremoto que atingiu o país em 12 de fevereiro.
Segundo Kleber, a proposta é participar mais ativamente na cooperação com o Haiti. Ele explica que o Conselho tem grande potencial de articulação com entidades e, por ser multiprofissional, pode colaborar em diversas frentes. “Podemos coletar currículos de interessados e disponibilizar profissionais para atuarem na reconstrução do país em consonância com a política exterior que o governo brasileiro tem feito”, complementou o conselheiro federal suplente Maurício Dutra Garcia, que também participou da reunião.
A ABC é a instituição responsável pela articulação e coordenação com outros órgãos e entidades para auxiliar o Haiti no âmbito federal. O ministro Olyntho explicou que o Brasil já vinha desenvolvendo um programa de cooperação com aquele país há cerca de um ano e meio. O foco era, num primeiro momento, a segurança alimentar e a agricultura. “Nossa linha principal é o reforço da capacidade do Estado”, afirmou. De acordo com ele, o Haiti decide o que quer suas necessidades prioritárias; e o Brasil decide se pode ajudar e de que forma.
“Minha proposta para o Confea seria focar em um segmento e trabalhar nele. A gente não tem capacidade de cuidar de tudo. A agricultura talvez esteja bem definida hoje; a construção e a infraestrutura podem ser prioridades”, explicou. Nesse contexto, o conselheiro Kleber ressaltou a tecnologia brasileira em termos de aproveitamento de entulhos. “O Brasil tem tecnologia avançada nessa área, a exemplo do que foi feito em Belo Horizonte”, disse. O conselheiro Maurício também lembrou que podem ser realizados treinamento e capacitação de mestre-de-obras para o acompanhamento da execução das obras.
O ministro destacou, ainda, a questão da fiscalização e normatização. Lembrando que a proposta é executar uma ação de forma integrada, de médio e longo prazo, disse: “o aspecto normativo seria uma área importante, contemplando normas para reconstrução e utilização de edifícios, por exemplo”. O Confea deverá entregar hoje (5) sua proposta de atuação. No dia 25 de março, em Brasília, durante conferência com todos os países do Caribe, a ABC deverá apresentar o protocolo de intenções, com as propostas de todas as instituições para auxiliar na reconstrução do Haiti.
Tânia Carolina Machado Assessoria de Comunicação do Confea