Arquiteto defende meta orçamentária para projetos

Felipe Benevides - PiniWeb, 21 de outubro de 2010

É fato que o controle de custos é essencial para o aumento da competitividade em qualquer empresa de engenharia ou arquitetura. A tarefa pode não ser fácil quando a meta é manter a qualidade produtiva, mas projetistas e construtores acreditam que ainda há margem para redução no orçamento se houver planejamento adequado. Durante o último ciclo de palestras do Construtech 2010, realizado na quarta-feira (20), o arquiteto Flávio José Martins Nesse, da Nese & Nesse Arquitetura e Consultoria, defendeu a meta orçamentária para projetos, mas para isso, segundo ele, o projetista deve avaliar todas as fases do projeto. "Parece complicado, mas devemos criar a cultura de acompanhar o projeto em todas as etapas", afirma, ao reforçar que a arquitetura e orçamento devem caminhar juntos. 

A participação de projetistas durante a construção e, por outro lado, o compartilhamento de informações com incorporadoras e construtoras durante a realização dos projetos pode melhorar esse fluxo, reduzindo custos sem perda de qualidade. "O papel do projetista é muito importante, ele deve entender o efetivo negócio imobiliário e estar presente a partir da primeira fase do projeto", opina o projetista Ricardo França da França & Associados Engenharia. Segundo França, a interferência deve ser feita no início do projeto, para evitar problemas futuros.

Do lado das construtoras, o Diretor Técnico da Tecnum & Corporate Empreendimentos Imobiliários, Jorge Batlouni Neto, que aponta o aumento de insumos, além da falta de mão de obra como principais riscos para o estouro do orçamento, acredita que "mudar a base tecnológica e diminuir a necessidade de mão de obra são fatores desafiadores que devem contribuir para o aumento da produtividade. O foco, segundo o engenheiro, deve ser nos aspectos gerenciais e técnicos, promovendo uma gestão integrada com muito treinamento, planejamento e controle de produtividade. Já o engenheiro civil da Cyrela Brazil Realty/Living Construtora, Giorgio Vanossi, acredita que grande desafio é "atuar como uma indústria". Para isso, produto, tecnologia e processo de produção devem formar uma gestão integrada. "A construtora deverá ter o seu sistema e processo construtivo e assim terá o diferencial competitivo", finaliza.

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