Bahia encerra hoje Congresso Estadual de Profissionais

Salvador, 21 de maio de 2010.

Hoje (21), com a sessão plenária final, eleição dos delegados e aprovação das propostas, a Bahia encerra seu Congresso Estadual de Profissionais da Engenharia, Arquitetura e Agronomia da Bahia. O CEP-BA iniciou na quarta-feira (19) com palestra do economista Paulo Augusto Meyer, do Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea). O palestrante falou sobre aspectos da pesquisa que traça uma projeção do mercado de trabalho para profissionais da área tecnológica.

Desde ontem (quinta-feira, 20), o presidente do Confea, Marcos Túlio de Melo, participa do encontro baiano. Já na sua chegada ao CEP, um longo debate com os profissionais do estado abordou questões variadas. O eng. agr. Vivaldo Mendonça defendeu a continuação do Sistema Profissional com a sua atual formação multiprofissional. “Nós todos, juntos, entendemos de parto de onça à atracação de navios”, brincou. “E é exatamente essa diversidade, a diferença existente entre nós, que nos fortalece”, argumentou.

Outro ponto polêmico no Sistema Confea/Crea, a possibilidade de eleição pela internet, também foi alvo de discussão dos profissionais baianos. Vivaldo, que participou da plenária de abril do Confea, se disse surpreso com o andamento das discussões no Conselho Federal. “Agora precisamos discutir o voto pela internet aqui no CEP”, defendeu, lembrando que os profissionais devem ser propositivos.

“O avanço do processo democrático, já que no nosso Sistema o voto não é obrigatório, é necessário para que seja possível permitir uma maior participação dos profissionais”, afirmou o presidente do Confea.

O presidente do IAB-BA, Daniel Colina, sugeriu que o Confea precisa conversar mais com o MEC para que seja feita a defesa de políticas de educação. “Essa ação institucional poderia evitar distorções existentes hoje”, argumentou. Sobre atualização profissional, ele defendeu que os cursos devem ser feitos pelas entidades com o apoio dos Creas.

Para o presidente Marcos Túlio, o Sistema Confea/Crea precisa definir mais claramente o papel de entidades, sindicatos e conselhos. “Nossos resultados serão melhores quando definirmos as responsabilidades de cada um de nós”, argumentou, informando que os profissionais acreditam que a sua representação seja feita pelo Crea, “o que é equívoco”, disse.

Sobre o CNP e as discussões que estão sendo feitas, nos mais de 500 eventos já realizados no Brasil, Marcos Túlio disse que o Sistema Profissional precisa ter uma visão estratégica. Como exemplos, falou das articulações que o Confea vem fazendo, como missões à Copenhague, China e Haiti, o Projeto Pensar as Américas  realizado com o apoio da União Panamericana de Associações de Engenheiros (Upadi) , a articulação com a Apex para a participação do Confea na Expo Xangai 2010, e tantos outros movimento necessários à inserção do Sistema e dos profissionais no cenário internacional.

A necessidade de o Sistema se articular para entrar no debate político também foi defendida pelo presidente do Confea. Ele pediu aos profissionais baianos uma reflexão aprofundada sobre essas questões. “Temos que reduzir os conflitos internos para que a nossa categoria participe do debate político”, defendeu. “Precisamos elaborar propostas mais progressistas e inovadoras”, defendeu.

O presidente do Confea ainda falou sobre o marco histórico da aprovação do Ficha Limpa e da força de mobilização dos brasileiros, que clamam pela moralização e pela ética na política. “Não podemos somente exigir dos outros, por isso lançamos o Movimento Anticorrupção da Engenharia, da Arquitetura e da Agronomia”, revelou.

O presidente do Crea-BA, Jonas Dantas, afirmou que da Bahia sairão propostas progressistas. “Os profissionais já começaram a ter o sentimento de que somente com esse processo de mudança vamos percorrer o caminho que queremos. Não nos furtaremos de contribuir para que o Sistema evolua”, afirmou.

Ondine Bezerra
Assessoria de Comunicação do Confea