Valor Online - 28 de janeiro de 2011 | 18h53
A presidente Dilma Rousseff quer que a primeira viagem dela ao exterior, no próximo domingo (30) para a Argentina, seja marcada por uma agenda ampla e complexa de trabalho. Um dos principais compromissos da visita a Buenos Aires será o incremento da parceria entre Brasil e Argentina na área de energia nuclear.
Dilma e a presidente da Argentina, Cristina Kirchner, devem formalizar a parceria para construção de dois reatores nucleares de pesquisa. A ideia é que cada país construa o próprio reator a partir de projetos comuns.
O subsecretário-geral do Departamento da América do Sul, Central e do Caribe do Ministério das Relações Exteriores, embaixador Antonio Simões, afirmou que Argentina e Brasil têm propósitos comuns de programas de desenvolvimento nuclear. “A ideia é trabalhar no desenvolvimento pacífico e de acordo com a visão da comunidade internacional”, disse Simões.
Ele afirmou que há ainda um período para aprofundar as discussões sobre a parceria. “O projeto como um todo deve levar cerca de 5 anos para ser concluído”, afirmou o embaixador. “Tudo o que se refere à instalação de energia nuclear, tanto no Brasil como na Argentina, está sujeito [a uma legislação internacional]”, acrescentou.
O diplomata ressaltou que o projeto de construção dos dois reatores de pesquisa é objeto de longa negociação. Mas ainda não foram definidos os valores para investimentos compartilhados. Por enquanto, os técnicos analisam a parte de elaboração do convênio.
Na manhã do dia 31, Dilma Rousseff vai se reunir com a presidenta da Argentina, Cristina Kirchner. Depois, haverá um encontro ampliado com a presença de ministros dos dois países e a assinatura protocolar de atos.
Antes de retornar ao Brasil, Dilma se reúne com as Mães da Praça de Maio, movimento de mulheres que ganhou destaque internacional por causa luta em favor da punição dos envolvidos nos crimes da ditadura militar (1976-1983) e na busca pelos filhos e netos desaparecidos neste período. (Agência Brasil)
