Canal do Panamá é visitado por delegação do Confea

Panamá, 9 de junho de 2010.

No dia 5 de junho, durante a II Convenção de Engenharia de Cuba, uma delegação do Sistema Confea/Crea - formada pelo presidente do Conselho Federal, eng. Marcos Túlio de Melo, José Mario Cavalcanti, Jesse Lira, Mauricio Pina, Arnaldo Cardin e Carmem Eleonôra Amorim - assistiu a uma apresentação do engenheiro Marcos Chang sobre o Canal do Panamá. As explicações técnicas apresentadas motivaram os representantes brasileiros a visitarem o empreendimento no dia seguinte.

Segundo Chang, o empreendimento tem grande importância no fluxo marítimo internacional e tem por objetivo unir o Oceano Atlântico ao Oceano Pacífico, por meio de uma extensão de 80 km. Reconhecido como uma das maiores obras de engenharia do mundo e declarado com uma das sete maravilhas do mundo moderno pela Sociedade Norte Americana de Engenheiros Civis, divide a lista com o Eurotúnel, ligação entre França e Inglaterra; Torre CN, no Canadá; Empire State Building, em Nova York, nos EUA; Ponte Golden Gate, em São Francisco (CA), nos EUA; Usina Hidrelétrica de Itaipu, entre Brasil e Paraguai; Diques de Marés, que divide a Holanda dos Países Baixos.

O canal possui dois grupos de eclusas no lado do Pacífico e um no Atlântico. Neste último, as portas maciças de aço das eclusas triplas de Gatún têm 21 metros de altura e pesam 745 toneladas cada uma, mas são tão bem contrabalançadas que um motor de 30 kW é suficiente para abri-las e fechá-las.

O lago Gatún, que fica a 26 metros acima do nível do mar, é alimentado pelo rio Chagres, onde foi construída uma barragem para a formação do lago. Do lago, o canal passa pela falha de Gaillard e desce em direção ao Pacífico, primeiramente através de um conjunto de eclusas em Pedro Miguel, no lago Miraflores, a 16,5 metros acima do nível do mar, e depois, através de um conjunto duplo de eclusas em Miraflores. Todas as eclusas do canal são duplas, de modo que os barcos possam passar nas duas direções. Os navios são dirigidos ao interior das eclusas por pequenos aparelhos ferroviários. O lado do Pacífico é 24 centímetros mais alto do que o lado do Atlântico, e tem marés muito mais altas.

Na visita, os participantes presenciaram a passagem de um navio, onde foi explicada a origem do Panamax (a forma PanMax também é empregada): termo que designa os navios que, devido às suas dimensões, alcançaram o tamanho limite para passar nas eclusas do Canal do Panamá. Isso significa um comprimento de 1000 pés (305 m), uma largura de 110 pés (33,5 m) e uma profundidade de 85 pés (26 m). Nos padrões atuais, um navio desse tipo é considerado de tamanho médio.

Devido ao aumento do tráfego marítimo, está em curso um projeto de ampliação do Canal do Panamá, com a construção de uma nova hidrovia, que permitirá a passagem de navios muito maiores que os atuais, serão chamados: post-panamax. Segundo o projeto, o Novo Canal do Panamá será inaugurado durante as festividades de 100 anos do primeiro canal.

O programa consiste na construção de dois complexos de eclusas de três níveis cada um com três bacias hidrográficas com reaproveitamento por nível, uma no lado do Pacífico e uma no lado do Atlântico. Também faz parte da ampliação e aprofundamento dos canais de navegação existentes do lago Gatún e as entradas do Pacífico e do Atlântico, bem como o aprofundamento da Corte Culebra. Para ligar o bloqueio do Pacífico com a Corte Culebra terá lugar a escavação seca de um novo canal de acesso 6,1 km de comprimento.

Com a força de trabalho de cerca de 9000 trabalhadores, o canal funciona 24 horas por dia, durante todo o ano, fornecendo o serviço de trânsito de navios de todas as nações, sem discriminação.

O grupo visitou a eclusa de Miraflores onde se encontra o museu que conta toda a história do Canal, bem como as simulações dos projetos para passagem do navios.

Mais informações sobre o Canal e os projetos de engenharia, acesse : http://www.pancanal.com/

Colaboração eng. e arq. Carmem Eleonôra Amorim
Assessoria Internacional do Confea