Confea apresenta Movimento Anticorrupção ao TCU e ao Senado

Brasília, 28 de abril de 2010.

Uma articulação que nasceu da necessidade de mobilizar a comunidade tecnológica para discutir e propor medidas de aperfeiçoamento dos processos no setor público e privado que combatam práticas de corrupção que se avolumaram ao longo dos anos. Foi dessa movimentação, que teve na ética e a na transparência a sua base inicial, que nasceu o Movimento Anticorrupção da Engenharia, da Arquitetura e da Agronomia e que já conta com inúmeras entidades signatárias.

Para ampliar a participação de instituições públicas e privadas e para despertar na sociedade a necessidade do debate, o Confea, em conjunto com as entidades, iniciou uma série de articulações político-institucionais. Segundo o presidente Marcos Túlio “o objetivo é gerar compromissos e consequências que proporcionem ao país dar salto necessário no combate a práticas de corrupção”.

Nesta terça-feira (27) o presidente do Confea, acompanhado dos conselheiros federais Etelvino de Oliveira, Pedro Katayama, Petrucio Correia, Modesto Ferreira dos Santos, Maria Luiza Poci, Martinho Nobre, Risale Guedes e Pedro Lopes e do deputado federal Armando Abílio, durante audiência com o vice-presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), ministro corregedor Benjamin Zymler, apresentou o Movimento. O ministro louvou a iniciativa do Confea e disse não ter dúvida sobre o TCU estar aberto essa ação.

Na segunda audiência no TCU o presidente do Confea e o deputado federal Armando Abílio foram recebidos pelo presidente do Tribunal, ministro Ubiratan Aguiar, que demonstrou muito interesse no Movimento. Já no Senado Federal, o senador Jefferson Praia (PDT-AM) assumiu o compromisso de destacar o Manifesto no Senado, inclusive com pronunciamento na primeira semana de maio, além de levar para outras instâncias.

Dados de pesquisa realizada pela Transparência Brasil em 2007 mostram que essas práticas de corrupção, a exemplo do suborno, provocam a elevação dos custos dos projetos e das obras, que acabam sendo pagos pela própria sociedade, por meio dos impostos ou dos preços futuros de produtos e serviços adquiridos.

Ondine Bezerra
Assessoria de Comunicação do Confea