Brasília, 5 novembro de 2010
Reunidos extraordinariamente durante esta semana, coordenadores de câmaras de Engenharia Química dos Creas elaboraram proposta com mecanismos de execução prática de como lidar com as divergências encontradas entre os Creas e os Conselhos Regionais de Química (CRQ). “O que queremos é a nossa fatia. Os químicos lá e os engenheiros químicos aqui”, explicou o coordenador nacional das Câmaras Especializadas de Engenharia Química (CCEEQ), Paulo Constantino.
Entre as ações sugeridas no documento está a realização de workshops nos estados, voltados para estudantes, fiscais, entidades e sociedade, com vistas a esclarecer a diferença entre Química e Engenharia Química. “A Química é o fim. A Engenharia Química provê os meios para que se atinja aquele fim”, explicou Constantino, de forma generalizada. Segundo ele, alguns workshops já estão dando resultado. “Em Santa Catarina, por exemplo, o número de ARTs [Anotação de Responsabilidade Técnica] na área de Engenharia Química aumentou em 70%”, disse.
De acordo com o coordenador nacional, a reunião extraordinária do grupo foi solicitada para esta semana para que coincidisse com o 1º Encontro Nacional de Assessorias Jurídicas do Sistema Confea/Crea. Na ocasião, os integrantes da CCEEQ expuseram o histórico do caso e, após debate entre os presentes, foi estabelecido um pacto de parceira entre os coordenadores de câmaras e os assessores jurídicos dos Creas. “Para mim, a reunião com o jurídico foi a mais importante do ano da CCEEQ”, concluiu Constantino.
As divergências entre Creas e CRQs já são antigas. Constantino explicou, inclusive, que a Coordenadoria Nacional de Engenharia Química foi a única criada por solicitação do próprio Conselho Federal (geralmente, as câmaras são criadas nos Creas e depois os próprios Regionais solicitam a criação do grupo nacional perante o plenário federal).
Beatriz Leal
Assessoria de Comunicação do Confea
