Brasília, 03 de fevereiro de 2011.
Com o intuito de dar apoio e suporte institucional ao Crea Pará, em virtude da enorme mobilização que está sendo feita em Belém, motivada pela queda do Edifício Real Class, ocorrido no último sábado (29), o presidente do Confea, Marcos Túlio de Melo, esteve na cidade para, além de ter acesso às informações sobre as Anotações de Responsabilidade Técnica (ART) de projetos e execução da obra, também se reunir com as instituições ligadas à engenharia no estado, participar de um encontro com integrantes do Ministério Público do Estado do Pará (MPPA) e atender a demandas da imprensa local.
A agenda institucional foi motiva pela gravidade do desabamento inesperado, e sem sinais, de uma edificação de 34 pavimentos, que já estava em fase de finalização, com prazo de entrega programado para o final deste ano. O desastre, além de fazer três vítimas fatais, deixou 283 pessoas moradoras do seu entorno desabrigadas (de três edifícios e algumas casas) – dados da Defesa Civil – e uma cidade amedrontada, em virtude da desinformação e das especulações que surgem após episódios inesperados.
Na reunião no Clube de Engenharia do Pará, na noite de terça-feira (01), com a participação de instituições representativas da área, a exemplo do Sinduscon, Ademi, UFPA; Unama (Universidade da Amazônia); Faculdade Ideal (FACI); Iapep (Instituto de Avaliações e Perícias do Pará e a Associação de Construtores de Obras Públicas do Estado do Pará (Acop), duas decisões foram tomadas: a formação de uma comissão para acompanhamento dos desdobramentos do acidente, além de fazer interlocução com os órgãos públicos ligados às investigações, e contratar um serviço especializado de perícia para a elaboração de laudos técnicos que possam apontar as causas do acidente.
“Precisamos apurar com rigor técnico e isenção as causas do acidente. Que houve falha isso é certo, ou o edifício não teria caído. Com um laudo, feito por especialistas, além da análise dos estudos geotécnicos de solo e os projetos, teremos com clareza o que aconteceu. Essas descobertas servirão para que não ocorra mais acidentes dessa natureza. Precisamos, também, acalmar a população, pois a engenharia do Pará é competente”, destacou Marcos Túlio.
O presidente do Confea ainda destacou na reunião do Ministério Público a necessidade de preservação do local do acidente, após a retirada do corpo da terceira vítima, encontrada no início desta quarta-feira (02), para que a perícia tenha condição técnica de realizar o trabalho. “A não preservação pode comprometer o trabalho técnico e, com isso, ficarmos sem respostas”, lembrou Marcos Túlio.
O promotor de Urbanismo do Ministério Público, José Godofredo, lembrou ás instituições públicas presentes ao encontro, que aquele não era o momento de estabelecer culpas, mas sim de colher subsídios para investigações futuras, que são necessárias. O MPPA organizou o encontro para que as instituições fizessem um relato da atuação de cada uma dentro do seu papel institucional. Presentes o Crea-PA, Confea, Corpo de Bombeiros, Polícias Militar e Civil, Defesa Civil, Delegacia Regional do Trabalho, Secretaria municipal de Urbanismo e ainda a Promotoria de Defesa do Consumidor do MPPA.
Ondine Bezerra
Assessoria de Comunicação do Confea
