Brasília, 20 de outubro de 2010.
Termina hoje o Congresso Mundial de Engenharia 2010, realizado em Buenos Aires, Argentina. Entre os representantes do Sistema Confea/Crea, estiveram no evento seis conselheiros federais. Divididos em grupos, eles participam das diversas discussões ocorridas durante o evento.
O conselheiro Federal Luiz Ary Romcy dedicou-se aos debates acerca da formação profissional. Com vasta experiência na área educacional, ele já foi professor das universidades Federal e Estadual do Ceará e da Universidade de Fortaleza (Unifor), tanto na área de Engenharia, como na de Administração, e considera que, no caso brasileiro, o país sofre com a grande evasão escolar, especialmente na área da Engenharia. Para ele, esses profissionais são essenciais para o processo de desenvolvimento sustentável do país.
Segundo Ary Romcy, na Argentina discutiu-se a problemática da formação profissional, na qual se prioriza a formação teórica em detrimento da prática. Mas ele explica que essa dissociação não é um problema apenas brasileiro. “A universidade não tem condições de especializar ninguém, por isso a universidade não pode ser isolada. Deve ser aliada ao governo, às empresas e à sociedade”.
Além disso, ele vê dificuldades na existência de um número muito grande de títulos profissionais. “Eu acho que o nosso grande problema é a pulverização das profissões da engenharia. Sempre temos aquela ideia de que, primeiro, é necessária a visão geral e depois, a particular. Agora, estamos procurando seguir o modelo de especialista e por isso o Ministério da Educação está procurando diminuir os títulos”, frisou.
Já a conselheira federal Maria Luiza Poci Pinto participou das discussões do Fórum da Mulher que tratou das diferenças entre os profissionais do sexo masculino e feminino e a interação entre eles. “Foi excelente”, afirmou. Para Maria Luiza o debate mostrou como trabalhar em conjunto com vistas ao desenvolvimento tecnológico. Um exemplo apresentado, segundo ela, foi o caso da Volvo, em que apenas homens faziam projetos mecânicos e de design. A partir de 2006, a empresa introduziu duas mil profissionais no seu sistema de fabricação. Elas são engenheiras mecânicas ligadas à criação de design e peças de automóveis para adaptação não só para o homem, mas sim para a família. “Isso demonstra a importância da mulher que tem uma visão do todo, uma visão holística”.
Maria Luiza destacou ainda a importância de o Brasil e o Sistema Confea/Crea participarem de eventos como esse. “Nós estamos nos sobressaindo muito. Eles estão ávidos por conhecer as nossas práticas, tanto profissionais como técnicas e solicitam a nossa ajuda em termos de avanço no nosso sistema”.
O conselheiro Kleber Souza dos Santos, por sua vez, junto a dois estudantes, membros da delegação brasileira, têm participado do Fórum Jovem. “Buscamos conhecer a atuação na Argentina para divulgar as práticas nos Creas Juniores no Brasil”. Além disso, ele participou das discussões sobre as inovações na produção primária e sistemas agroalimentares. “Aqui, tem-se dado destaque à questão da produção agroindustrial e ao avanço da biotecnologia”, contou.
Mariana Silva e Tânia Carolina Machado
Assessoria de Comunicação do Confea
Termina hoje o Congresso Mundial de Engenharia 2010, realizado em Buenos Aires, Argentina. Entre os representantes do Sistema Confea/Crea, estiveram no evento seis conselheiros federais. Divididos em grupos, eles participam das diversas discussões ocorridas durante o evento.
O conselheiro Federal Luiz Ary Romcy dedicou-se aos debates acerca da formação profissional. Com vasta experiência na área educacional, ele já foi professor das universidades Federal e Estadual do Ceará e da Universidade de Fortaleza (Unifor), tanto na área de Engenharia, como na de Administração, e considera que, no caso brasileiro, o país sofre com a grande evasão escolar, especialmente na área da Engenharia. Para ele, esses profissionais são essenciais para o processo de desenvolvimento sustentável do país.
Segundo Ary Romcy, na Argentina discutiu-se a problemática da formação profissional, na qual se prioriza a formação teórica em detrimento da prática. Mas ele explica que essa dissociação não é um problema apenas brasileiro. “A universidade não tem condições de especializar ninguém, por isso a universidade não pode ser isolada. Deve ser aliada ao governo, às empresas e à sociedade”.
Além disso, ele vê dificuldades na existência de um número muito grande de títulos profissionais. “Eu acho que o nosso grande problema é a pulverização das profissões da engenharia. Sempre temos aquela ideia de que, primeiro, é necessária a visão geral e depois, a particular. Agora, estamos procurando seguir o modelo de especialista e por isso o Ministério da Educação está procurando diminuir os títulos”, frisou.
Já a conselheira federal Maria Luiza Poci Pinto participou das discussões do Fórum da Mulher que tratou das diferenças entre os profissionais do sexo masculino e feminino e a interação entre eles. “Foi excelente”, afirmou. Para Maria Luiza o debate mostrou como trabalhar em conjunto com vistas ao desenvolvimento tecnológico. Um exemplo apresentado, segundo ela, foi o caso da Volvo, em que apenas homens faziam projetos mecânicos e de design. A partir de 2006, a empresa introduziu duas mil profissionais no seu sistema de fabricação. Elas são engenheiras mecânicas ligadas à criação de design e peças de automóveis para adaptação não só para o homem, mas sim para a família. “Isso demonstra a importância da mulher que tem uma visão do todo, uma visão holística”.
Maria Luiza destacou ainda a importância de o Brasil e o Sistema Confea/Crea participarem de eventos como esse. “Nós estamos nos sobressaindo muito. Eles estão ávidos por conhecer as nossas práticas, tanto profissionais como técnicas e solicitam a nossa ajuda em termos de avanço no nosso sistema”.
O conselheiro Kleber Souza dos Santos, por sua vez, junto a dois estudantes, membros da delegação brasileira, têm participado do Fórum Jovem. “Buscamos conhecer a atuação na Argentina para divulgar as práticas nos Creas Juniores no Brasil”. Além disso, ele participou das discussões sobre as inovações na produção primária e sistemas agroalimentares. “Aqui, tem-se dado destaque à questão da produção agroindustrial e ao avanço da biotecnologia”, contou.
Mariana Silva e Tânia Carolina Machado
Assessoria de Comunicação do Confea
