Luciana Seabra - Valor, 23 de fevereiro de 2011 | 12h53
SÃO PAULO – A atividade da indústria de construção civil caiu no começo deste ano, em recuo de um mês para o outro que não ocorria há um ano. É o que aponta a Sondagem da Construção Civil, divulgada hoje pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). O indicador do nível de atividade caiu de 51 pontos em dezembro para 47,2 pontos em janeiro. Um índice abaixo de 50 é sinal de redução no nível de atividade.
Apesar da queda, a pesquisa mostrou um aumento no otimismo do setor com relação aos próximos seis meses. Os indicadores de expectativa no nível de atividade, novos empreendimentos e serviços, compras de insumos e matérias-primas cresceram e ficaram acima dos 60 pontos. Apenas a expectativa de número de empregados recuou um pouco, de 62 para 61,3 pontos entre janeiro e fevereiro.
A CNI considera que a queda de janeiro pode ser sazonal, já que o nível de atividade efetivo com relação ao usual também ficou acima de 50, em 51,6 pontos. Esse dado reflete a avaliação das empresas sobre o ritmo habitual do setor nos meses de janeiro. O resultado, para a CNI, “mostra que a atividade não está desaquecida”.
Na comparação de dezembro para janeiro, a maior redução de pontos ocorreu para grandes empresas, mas o menor índice foi registrado para as pequenas, 44,6. Por setor, a maior queda foi para serviços especializados, seguidos da construção de edifícios e das obras de infraestrutura, todos abaixo dos 50 pontos em janeiro.
A Sondagem da Construção Civil ouviu 390 empresas, entre 31 de janeiro e 14 de fevereiro, 190 pequenas, 148 médias e 52 grandes. Desde a pesquisa de janeiro, as perguntas sobre evolução e expectativa do número de empregados são feitas mensalmente. (Luciana Seabra | Valor)
