Recife, 23 de abril de 2009
A cultura de sustentabilidade na construção civil ainda não povoa o inconsciente coletivo dos empreendedores pernambucanos. O fato, no entanto, não só pode ser visto de forma negativa. Com o boom dos últimos anos na construção civil no Estado, passamos a chamar a atenção de empresas e instituições responsáveis pela disseminação de novas tecnologias.
Pensando nisso, no grande potencial que se descortina impulsionado por obras como a construção do Porto de Suape, da Refinaria Abreu e Lima e do Estaleiro Atlântico Sul, o Crea-PE apóia iniciativa do Instituto Pernambucano de Avaliações e Perícias de Engenharia (Ipeape) e traz , hoje (23), a partir das 18h, o gerente Técnico do Green Building Council (GBC) Brasil – entidade responsável pela certificação do selo verde -, Marcos Casado, para falar do processo que já existe em outros estados do País.
Essa já é uma realidade em países como Alemanha, Reino Unido, Estados Unidos, Canadá, Emirados Árabes, China, Brasil, Índia e México. Mesmo sendo um processo relativamente novo, Casado afirma que cerca de 30% dos empreendimentos construídos no mundo adotam as práticas de sustentabilidade. No Brasil, atualmente, há cerca de 120 obras em processo de certificação.
Apesar de acrescer uma média de 5% a 10% no custo inicial de prédios comerciais e 2% a 4% para prédios residências, o gerente aponta como vantagens da construção sustentável, a uma valorização média do empreendimento que chega a 25%, a maior velocidade nas vendas, a queda de 30% no operacional, sem contar todas as vantagens ambientais desse novo conceito.
Além disso, Marcos casado ressalta que, em geral, as incorporadoras têm retorno do investimento de uma obra em torno de 5 a 10 anos. Nos casos do Green Buildings (construções verdes), este retorno se dá num tempo, bem inferior, de 3 a 5 anos.
Dilma Moura
Da Assessoria de Comunicação do Crea-PE
