Brasília, 2 de agosto de 2010.
A contratação de sistemas eletrônicos de segurança para imóveis residenciais e comerciais pode ser um assunto mais complexo do que se imagina. Segundo a presidente da Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança (Abese), Selma Migliori, para que os equipamentos funcionem de forma efetiva, é preciso integrar projetos de arquitetura e engenharia e empresas de segurança. “O consumidor deve ter em mente que segurança não se compra em balcão. É ilusão achar que basta comprar uma câmera ou instalar uma central de alarme e os equipamentos vão funcionar adequadamente quando for preciso”, alerta. “O ideal é contratar uma empresa especializada nesses equipamentos que siga critérios mínimos de qualidade, inclusive quanto à presença de um responsável técnico pela implantação do projeto de segurança”.
Para orientar o consumidor, a Abese criou um Selo de Qualidade, que tem o objetivo de certificar as empresas capazes de prestar um serviço que realmente garanta a segurança do imóvel, a partir da análise de risco, e de outros procedimentos necessários para definir a tecnologia mais adequada para cada imóvel. “Há um projeto de lei em tramitação na Câmara dos Deputados para regulamentar o setor (PL nº 1.759/2007), mas enquanto a legislação não entra em vigor, a Abese criou o Selo como forma de autorregulamentação”, explica Migliori. “A intenção é trabalhar para que o segmento preste um serviço de qualidade e que a segurança eletrônica cumpra seu objetivo, que é detectar, comunicar e inibir ações criminosas”.
Quanto ao papel da engenharia e da arquitetura nesse processo, Migliori afirma que é fundamental a aproximação e a integração com as empresas de segurança. Segundo ela, o ideal é que os projetos já prevejam a infraestrutura necessária para a instalação dos equipamentos. Ela destaca ainda a necessidade de que haja um responsável técnico pela implantação do projeto de segurança. “É importante começar a trabalhar junto. Toda empresa deverá possuir responsável técnico que assine o projeto implantado e esse é justamente um dos critérios do Selo de Qualidade”, afirma. “Há vários fatores que podem influenciar a segurança, como, por exemplo, a iluminação, a temperatura. Isso deve ser previsto no projeto, para que o equipamento funcione adequadamente quando o cliente precisar”.
Segundo a Abese, há hoje, no Brasil, mais de oito mil empresas atuando no segmento de sistemas eletrônicos de segurança, que englobam sistemas de alarme, circuitos fechados de TV, controle de acesso, portas e portões automáticos, proteção perimetral, equipamentos de combate a incêndio, detecção de metais e explosivos, portas giratórias e eclusas, dispositivos de identificação por biometria, além de rastreamento de veículos. Nos últimos nove anos, esse mercado vem crescendo com taxas médias de 13% ao ano. Em 2007, o setor movimentou cerca de 1,2 bilhão de dólar, com um crescimento de 15% em comparação ao ano anterior.
O consumidor interessado em se informar melhor sobre as empresas que atuam no setor podem obter mais informações no site da Abese (www.abese.org.br). No site, há também uma cartilha que procura orientar o consumidor final sobre quais equipamentos compõem a segurança eletrônica e quais seriam os mais adequados para o seu imóvel.
Mariana Silva
Assessoria de Comunicação do Confea
