Brasília, 27 de agosto de 2008
Todos os participantes destacaram o bom momento econômico em que vive o país e as diversas oportunidades criadas para as áreas de engenharia, agronomia e arquitetura devido a esse momento. Além disso, eles pontuaram quais problemas podem barrar esse desenvolvimento. Para José Roberto Bernasconi, o país vive um momento singular na história da engenharia, agronomia e arquitetura e isso se deve à estabilidade econômica, a expansão do crédito imobiliário e as novas regras do setor. Contudo, ele revela preocupação com qualidade e quantidade de mão-de-obra que chega ao mercado de trabalho. "O Brasil forma 23 mil engenheiros por ano enquanto países com população inferior ou parecida com a nossa formam mais de 80 mil", informou.
O presidente do CBIC, apesar de otimista com relação ao momento vivido pelo Brasil, completou as críticas de Bernasconi. "O país é amador nas áreas abrangidas pelo Sistema Confea/Crea. É difícil sair do amadorismo com competência. É difícil falar em desenvolvimento em um país sem projetos", iniciou Simão. Por outro lado, ele disse acreditar na construção de um novo país, pois o momento oferece potencial e estabilidade para isso. Ele atribui a falta de profissionais no mercado às dificuldades econômicas do país no passado próximo. "Mas agora o momento é outro, não há mais por que o profissional da engenharia trabalhar em outra área senão a sua. Hoje os salários desses profissionais estão aumentando e a demanda de serviços é muito grande", lembrou.
Copa de 2.014
Na mesma ocasião, o presidente da Sinaenco, José Roberto Bernasconi, revelou outra preocupação. "Será um desafio para o Brasil sediar a Copa de 2014. O gasto com o campo é pouco. Mas diferencial é o gasto com infra-estrutura, principalmente acessibilidade" disse. O comentário do presidente da Sinaenco foi seguido de críticas ao Pan do Rio em 2007, que, em sua opinião, deixou a desejar no que tange às áreas do Sistema. Já o superintendente da Infraero, Ivan Souto afirmou que não é preciso desenvolver as profissões do Sistema apenas para fazer bonito na Copa de 2014. "Precisamos evoluir para construir um país para 2050, 2100", defendeu.
Pregão
A participação de Souto foi marcada pela defesa da prática de licitações e duras críticas a contratos via pregão eletrônico. "Não entendo as pessoas que ainda acreditam que a proposta mais vantajosa é a do melhor preço, como pretende o pregão, e não a que atende melhor a sociedade", disse. O presidente Marcos Túlio concordou com Souto. "O critério de seleção de obras de referência deve ser a criatividade. Isso não pode ser avaliado pelo menor preço", completou.
Aryana Aragão
Equipe de Comunicação do Confea
