Brasília, 02 de março de 2011.
Mesmo com a manifestação contrária à graduação à distância, feita pela grande maioria dos profissionais e delegados que participaram do 6º Congresso Nacional dos Profissionais, realizado em 2007, o Crea da Bahia, em função das controvérsias geradas pelo tema, lançou recentemente um manifesto reforçando sua posição de não apoiar esse tipo de ensino. Veja a íntegra do documento:
Manifesto do Crea-BA sobre cursos de Engenharia à Distância.
Considerando que os cursos realizados têm atingido em sua maioria as áreas de educação e administração (73% deles estavam nesses dois grupos);
Considerando que a expansão dos cursos à distância para áreas menos usuais como a Engenharia, a Medicina e o Direito põe em alerta algumas entidades e profissionais da área que questionam essa forma de ensino;
Considerando que foi aprovado no 6º Congresso Nacional de Profissionais Sistema Confea/Crea, uma decisão de não apoiar a graduação à distância para formação em Engenharia, em qualquer modalidade;
Considerando que a formação de Engenheiros à distância é condenada pelos profissionais da área, que questionam essa forma de ensino para uma atividade que é essencialmente teórico-prática;
Considerando que o grande problema que o país vai enfrentar diante da escassez de profissionais de Engenharia não é pela falta destes, mas pela baixa qualidade do ensino;
Considerando que existem aproximadamente30% de vagas não ocupadas nas escolas de Engenharia, com cursos normais presenciais;
Considerando que se deve priorizar a qualidade do ensino e da mão de obra, não a quantidade de profissionais que são postos no mercado de trabalho;
Considerando que o objetivo é o bem social e não o lucro das escolas à distância;
Considerando o risco de não estimular o florescimento de tecnologia genuinamente brasileira, Condenando para sempre o país à submissão tecnológica e científica no conceito das nações, bem como os cortes sistemáticos de verbas para pesquisa, desenvolvimento e inovação;
Considerando a busca crescente pelos cursos regulares de Engenharia, com o aumento dos concluintes após quase duas décadas de estagnação econômica;
Considerando que é duvidosa a aceitação do profissional egresso de curso Engenharia à distância no mercado de trabalho, gerando constrangimentos, rejeições e prejuízos aos profissionais.
Considerando a incondicional e imprescindível necessidade de aulas teórico-práticas, de campo e laboratório nos cursos de Engenharia;
O Plenário do Crea-BA, reunido em sua Sessão Ordinária no 1.639, preocupado com a qualidade dos serviços que serão prestados à sociedade, com a formação profissional dos egressos dos cursos de Engenharia à distância e com o empobrecimento na formação dos profissionais da área tecnológica, fruto da baixa qualidade do ensino já observada em muitos cursos tradicionais, vem manifestar-se contrário ao ensino da Engenharia à distância, por entender que estes cursos não irão contemplar os conteúdos teórico-prático e laboratorial, atividades essenciais para os cursos de Engenharia, refletindo negativamente na credibilidade da profissão e no desenvolvimento sustentável do país, no estimulo à pesquisa, ciência e tecnologia, colocando o país numa condição subalterna, comprometendo a soberania nacional.
Eng. Agron. Jonas Dantas dos Santos
Presidente – Crea-BA
Mesmo com a manifestação contrária à graduação à distância, feita pela grande maioria dos profissionais e delegados que participaram do 6º Congresso Nacional dos Profissionais, realizado em 2007, o Crea da Bahia, em função das controvérsias geradas pelo tema, lançou recentemente um manifesto reforçando sua posição de não apoiar esse tipo de ensino. Veja a íntegra do documento:
Manifesto do Crea-BA sobre cursos de Engenharia à Distância.
Considerando que os cursos realizados têm atingido em sua maioria as áreas de educação e administração (73% deles estavam nesses dois grupos);
Considerando que a expansão dos cursos à distância para áreas menos usuais como a Engenharia, a Medicina e o Direito põe em alerta algumas entidades e profissionais da área que questionam essa forma de ensino;
Considerando que foi aprovado no 6º Congresso Nacional de Profissionais Sistema Confea/Crea, uma decisão de não apoiar a graduação à distância para formação em Engenharia, em qualquer modalidade;
Considerando que a formação de Engenheiros à distância é condenada pelos profissionais da área, que questionam essa forma de ensino para uma atividade que é essencialmente teórico-prática;
Considerando que o grande problema que o país vai enfrentar diante da escassez de profissionais de Engenharia não é pela falta destes, mas pela baixa qualidade do ensino;
Considerando que existem aproximadamente30% de vagas não ocupadas nas escolas de Engenharia, com cursos normais presenciais;
Considerando que se deve priorizar a qualidade do ensino e da mão de obra, não a quantidade de profissionais que são postos no mercado de trabalho;
Considerando que o objetivo é o bem social e não o lucro das escolas à distância;
Considerando o risco de não estimular o florescimento de tecnologia genuinamente brasileira, Condenando para sempre o país à submissão tecnológica e científica no conceito das nações, bem como os cortes sistemáticos de verbas para pesquisa, desenvolvimento e inovação;
Considerando a busca crescente pelos cursos regulares de Engenharia, com o aumento dos concluintes após quase duas décadas de estagnação econômica;
Considerando que é duvidosa a aceitação do profissional egresso de curso Engenharia à distância no mercado de trabalho, gerando constrangimentos, rejeições e prejuízos aos profissionais.
Considerando a incondicional e imprescindível necessidade de aulas teórico-práticas, de campo e laboratório nos cursos de Engenharia;
O Plenário do Crea-BA, reunido em sua Sessão Ordinária no 1.639, preocupado com a qualidade dos serviços que serão prestados à sociedade, com a formação profissional dos egressos dos cursos de Engenharia à distância e com o empobrecimento na formação dos profissionais da área tecnológica, fruto da baixa qualidade do ensino já observada em muitos cursos tradicionais, vem manifestar-se contrário ao ensino da Engenharia à distância, por entender que estes cursos não irão contemplar os conteúdos teórico-prático e laboratorial, atividades essenciais para os cursos de Engenharia, refletindo negativamente na credibilidade da profissão e no desenvolvimento sustentável do país, no estimulo à pesquisa, ciência e tecnologia, colocando o país numa condição subalterna, comprometendo a soberania nacional.
Eng. Agron. Jonas Dantas dos Santos
Presidente – Crea-BA
