Crea de Alagoas defende construção de estaleiro

Maceió, 16 de abril de 2010.

O Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia de Alagoas (Crea-AL) está a favor da implantação do estaleiro Eisa, em Pontal de Coruripe, litoral Sul de Maceió. A posição foi anunciada após um debate técnico, durante sessão plenária do Crea-AL no último dia 13, com o geólogo e professor da Ufal, Carlos dos Anjos, que coordenou os estudos de EIA (impacto ambiental) e RIMA (relatórios de impactos ambientais) do empreendimento.

O Plenário do Crea, que é composto por 38 conselheiros de diferentes modalidades de engenharia, além da arquitetura e agronomia, discorda do parecer elaborado pelo IBAMA. Segundo o presidente Aloísio Ferreira de Souza, o parecer não está tecnicamente completo e, que “ negar a licença ao empreendimento é o mesmo que condenar Alagoas a permanecer sendo o maior usuário do bolsa família”, se referindo às dificuldades econômicas do estado e às condições sociais da população.

O estaleiro, no entender do Crea, não vai criar bolsão de favelas nem causar impactos na região do Nordeste haja visto que em Pernambuco tem três estaleiros que, ao invés de causar miséria, como consta no relatório do IBAMA, tem gerado emprego e renda.

Por outro lado o plenário do Conselho Regional propõe um debate entre os interessados, com a participação do IMA e CEPRAM, onde todos os critérios, cuidados e medidas mitigadoras possam ser observados. E concorda que o Instituto do Meio Ambiente é o órgão que assumirá a responsabilidade de conceder a licença para o funcionamento do estaleiro.

“O estado deverá promover um planejamento elaborando o Plano Diretor que envolva toda a região impactada, do ponto de vista social, econômico e ecológico, naquela área compreendida entre Piaçabuçu e São Miguel dos Campos”, diz o presidente do Crea.

Ele ressalta a importância da melhoria e ampliação dos aeroportos de Arapiraca e Penedo, de um aterro sanitário regional e de outras medidas para facilitar a implantação e operação do empreendimento que vai fazer o estado crescer com a indústria naval e gerar muitos empregos para os profissionais da terra.

DESCENTRALIZAÇÃO – outro fator de importância, na visão do Crea, é o processo de descentralização de estaleiros uma vez que a maioria deles está concentrados no sul do país. Segundo Aloísio Ferreira, o empreendimento vai abrir mercado para profissionais da engenharia mecânica, elétrica, geólogos, geógrafos, meteorologistas, arquitetos, agrônomos e técnicos industriais, e que é a oportunidade ímpar de Alagoas acompanhar o desenvolvimento que já ocorre nas outras regiões.

Ele também lembra que a Universidade Federal de Alagoas, tem um curso de engenharia civil dos mais bem conceituados do Brasil, sendo o primeiro do Nordeste. “Vários profissionais estarão tecnicamente capacitados para trabalhar no estaleiro que vai operar mudanças no perfil socioeconômico da região com a oferta de cinco mil empregos diretos e 22 mil indiretos, com o fortalecimento do turismo local.

Eanes Melo
Assessoria de Imprensa do Crea-AL
Assessoria de Comunicação do Confea