Debate político marca início do Colégio de Presidentes

Brasília, 24 de fevereiro de 2011.

A eleição do coordenador e coordenador-adjunto do Colégio de Presidentes do Sistema Confea/Crea marcou o início da reunião, esta manhã, em Brasília. No último ano da sua gestão, o presidente do Confea, Marcos Túlio de Melo, fez questão de reforçar que “não seja perdida a visão de o Sistema agir em prol da unidade”.

A eleição do CP aconteceu num ano atípico, em que os arquitetos deixam de fazer parte do Sistema Confea/Crea em função da Lei nº 12.378/2010, sancionada em dezembro passado. Somado a essa separação dos arquitetos, outro ponto que diferencia esse, dos anos anteriores, é a realização de todas as eleições: Confea, Creas, CP, Colégio de Entidades Nacionais (Cden), Coordenadorias Nacionais de Câmaras Especializadas dos Creas e a eleição da direção do CAU-BR, que serão financiadas por recursos depositados em contas específicas pelos Creas, conforme previsto no artigo 56 da Lei 12.378.

“Esse é um processo que traz um debate maior. A disputa para ocupação de espaços, que é democrático, precisa ser pautada a partir do compromisso de construir uma política diferente daquela política comum, sem a geração dos enormes conflitos internos, que geram disputas, muitas vezes, não muito justas”, ressaltou, lembrando do pacto estabelecido pelas lideranças:  “assumimos o compromisso de que lutaríamos para a construção de um Sistema ético”, lembrou o presidente do Confea.

“Precisamos restabelecer esse pacto de unidade”, reforçou Marcos Túlio, defendendo que “juntos, construímos um planejamento estratégico num horizonte de 2011 a 2022, com o estabelecimento de diretrizes claras. Caberá a esse Colégio estabelecer as ações que serão implantadas a partir de 2011”, defendeu.

  Sobre os desafios que o Brasil precisa enfrentar para alcançar o desenvolvimento projetado, o presidente do Confea destacou a necessidade de construir um novo modelo educacional, mudando radicalmente o processo de formação atual. Para isso algumas ações já estão sendo feitas pelo Confea, a exemplo do censo profissional que será realizado em parceria com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), além dos entendimentos já mantidos com o Ministério da Educação (MEC), com a Secretaria de Educação Superior (SESu), a Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec), a Coordenação de Aperfeiçoamento Profissional de Nível Superior (Capes), o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep).
 
“Já estamos estabelecendo diálogos com o sistema de formação. Não podemos permitir que posturas eventuais das nossas disputas internas, que reconheço como democráticas, ultrapassem o limite da luta comum das nossas lideranças, que é colocar as nossas profissões trabalhando para a construção de um país socialmente justo e ambientalmente sustentável, além da busca da valorização pela sociedade das nossas profissões”, salientou Marcos Túlio.

Ao finalizar, o presidente do Confea ressaltou a mobilização feita pelas lideranças do Sistema na Ação Parlamentar em defesa da Agenda Prioritária com os Projetos de Lei (PLs) de interesse dos profissionais da área tecnológica, ontem (23), no Congresso Nacional. “Ontem, a nossa unidade de ação e articulação, independente das escolhas políticas internas, demonstrou que não vamos usar a prática de cobrar aos outros a partir de uma visão pequena da política, onde prevalece a prática de ‘aos amigos tudo, aos inimigos a lei’. É uma situação indesejada para o processo ético que queremos e já decidimos  construir”, finalizou.

Os 27 presidentes dos Creas se reúnem em Brasília, até amanhã (25), numa agenda de trabalho que inclui, além da eleição do coordenador e coordenador-adjunto, questões como a sustentabilidade do sistema, com destaque para a operacionalização da Resolução nº 1.030/2010, que institui o Programa de Desenvolvimento Sustentável do Sistema Confea/Crea e Mútua (Prodesu).

Ondine Bezerra
Assessoria de Comunicação do Confea