Manaus, 04 de dezembro de 2009.
Com o tema “Inovação tecnológica para a Copa 2014”, o Fórum Jovem trouxe para a programação da Soeaa, na quinta-feira (03), estudantes, integrantes de Creas-Jr, especialistas em estruturas de estádios de futebol e técnicos.
Na discussão ficou claro que os estádios somente terão capacidade de ter vida própria – depois da Copa do Mundo – se eles se tornarem arenas multiuso. “Tem que ter investimento para receber espetáculos do mais alto nível, como acontece em algumas praças esportivas da Europa”, destacou Manoel Medeiros Flores Júnior, da Fifa. Ele ressaltou que o problema de sediar uma Copa do Mundo não é de tempo as para obras estruturantes, mas sim de planejamento, “porque os custos operacionais são crescentes”, afirmou.
O eng. civ. Arthur Luiz Pitta Júnior mostrou ao Fórum Jovem os pontos chaves das estruturas dos estádios, como eles devem ser feitos e o que trazem de inovação nas suas estruturas internas, externas e cobertura. Fez uma análise dinâmica das novas arenas esportivas, que terão acesso fácil, condição para a realização de shows. Tudo adequado para que não haja perdas de receitas.
Sustentabilidade – Outra questão levantada foi a demolição de alguns estádios para a construção de novos. Flores Júnior, da Fifa, disse que a entidade não incentiva a demolição, mas sim a transformação em arenas autossustentáveis. “Destruir os antigos não. Os estádios modernos já são construídos, dentro da concepção que se determine ao arquiteto, com pistas de atletismo, porque o Comitê Olímpico Brasileiro tem uma preocupação com o legado e com a sustentabilidade. O certo é fazer o aproveitamento daquilo que já existe”, concluiu.
O jornalista Eduardo Monteiro de Paula, mediador do Fórum Jovem, afirmou que a Fifa, uma instituição de caráter privado, fez uma norma no final do ano passado que vetar qualquer estádio com pista de atletismo. “Se nós queremos uma Copa do Mundo tem que ser como a Fifa quer”. A observação atiçou o debate.
Construção – “No futuro o Brasil vai fazer muitos estádios. Serão arenas de futebol gigantescas. Terão finalidades multifuncionais. São projetos muito atraentes”, adiantou José Benedicto Bonetti, ex-membro da Fifa, ressaltando que 80% da Copa passará pelas mãos da Engenharia e da Arquitetura. “Vocês estão na hora certa e no momento certo”, afirmou aos estudantes. Sobre a escolha das cidades-sede no Brasil, Bonetti disse “não concordar com a escolha de somente 12 locais, feita pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB).
Eanes Melo
Assessor de Comunicação do Crea-AL
Com o tema “Inovação tecnológica para a Copa 2014”, o Fórum Jovem trouxe para a programação da Soeaa, na quinta-feira (03), estudantes, integrantes de Creas-Jr, especialistas em estruturas de estádios de futebol e técnicos.
Na discussão ficou claro que os estádios somente terão capacidade de ter vida própria – depois da Copa do Mundo – se eles se tornarem arenas multiuso. “Tem que ter investimento para receber espetáculos do mais alto nível, como acontece em algumas praças esportivas da Europa”, destacou Manoel Medeiros Flores Júnior, da Fifa. Ele ressaltou que o problema de sediar uma Copa do Mundo não é de tempo as para obras estruturantes, mas sim de planejamento, “porque os custos operacionais são crescentes”, afirmou.
O eng. civ. Arthur Luiz Pitta Júnior mostrou ao Fórum Jovem os pontos chaves das estruturas dos estádios, como eles devem ser feitos e o que trazem de inovação nas suas estruturas internas, externas e cobertura. Fez uma análise dinâmica das novas arenas esportivas, que terão acesso fácil, condição para a realização de shows. Tudo adequado para que não haja perdas de receitas.
Sustentabilidade – Outra questão levantada foi a demolição de alguns estádios para a construção de novos. Flores Júnior, da Fifa, disse que a entidade não incentiva a demolição, mas sim a transformação em arenas autossustentáveis. “Destruir os antigos não. Os estádios modernos já são construídos, dentro da concepção que se determine ao arquiteto, com pistas de atletismo, porque o Comitê Olímpico Brasileiro tem uma preocupação com o legado e com a sustentabilidade. O certo é fazer o aproveitamento daquilo que já existe”, concluiu.
O jornalista Eduardo Monteiro de Paula, mediador do Fórum Jovem, afirmou que a Fifa, uma instituição de caráter privado, fez uma norma no final do ano passado que vetar qualquer estádio com pista de atletismo. “Se nós queremos uma Copa do Mundo tem que ser como a Fifa quer”. A observação atiçou o debate.
Construção – “No futuro o Brasil vai fazer muitos estádios. Serão arenas de futebol gigantescas. Terão finalidades multifuncionais. São projetos muito atraentes”, adiantou José Benedicto Bonetti, ex-membro da Fifa, ressaltando que 80% da Copa passará pelas mãos da Engenharia e da Arquitetura. “Vocês estão na hora certa e no momento certo”, afirmou aos estudantes. Sobre a escolha das cidades-sede no Brasil, Bonetti disse “não concordar com a escolha de somente 12 locais, feita pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB).
Eanes Melo
Assessor de Comunicação do Crea-AL
