Cuiabá, 26 de agosto de 2010
Das cinco propostas contidas no Eixo 1 que trouxe sugestões pertinentes à formação profissional quatro foram aprovadas pelos presentes. Um dos assuntos que mais gerou discussões e pedidos de defesas a favor e contra foi a contida na proposta de número três. Esta prevê a realização de um exame de proficiência como requisito para obtenção de registro junto ao Crea.
Delegado representante do estado do Pará no 7º CNP, Fernando Pereira colocou-se simpático à medida. “As universidades não formam com o nível que é exigido pelo mercado. Precisamos criar uma ‘peneira’ para que recebam a carteira de exercício profissional apenas aqueles que tiverem sua competência atestada”.
Sintetizando o sentimento da maioria, o delegado Elias Barros julgou desnecessária a proposta. “Na universidade, os estudantes participam de trabalhos de iniciação científica e estágios. O aluno só sai da universidade se o professor for sério. Não podemos julgar a culpa no egresso da faculdade”. Sessenta delegados votaram contra essa proposta.
A apresentação das propostas sobre o exercício profissional o Eixo 2 -, diferentemente do primeiro eixo, transcorreu com certa tranqüilidade em seu início. A maior participação do Sistema Confea/Crea na elaboração das políticas públicas e a aproximação institucional com empresas e órgãos públicos foram medidas aprovadas pela maioria dos delegados presentes.
A implantação da nova ART causou grande discussão na reunião. O que, a princípio parecia ter uma votação sem muitos entraves, passou por uma reviravolta após a declaração do congressista Sérgio Costa Velho, do Rio de Janeiro. Ele afirmou que a digitalização do processo não pode vigorar.
“Não podemos nos esquecer que, nos vários rincões do Brasil, há inúmeros profissionais sem acesso à internet. Essa proposta pode ser até aprovada, desde que não seja extinta a ART de papel”. A delegada da Bahia, Maria Higina acrescentou que, em várias cidades baianas, por exemplo, não há, sequer, telefonia celular. “Como iremos fazer nesses casos?”, questiona.
Favorável à digitalização da ART, Luciana Maria Ferrer (SP) lembrou que a implantação da nova ART terá total apoio do Confea. “Nos lugares em que essa medida já está em vigor, percebe-se que há uma maior eficiência e eficácia da fiscalização por conta dessa digitalização da ART”. Diante do impasse, uma nova redação para a proposição foi pedida pelos delegados.
Paula Perez
Assessoria de Comunicação do Crea-MT
