Diferentes interpretações do regimento atrasam votação de propostas no sexto grupo de trabalho durante 7º CNP

Cuiabá, 26 de agosto de 2010

As discussões das propostas nacionais do 7º Congresso Nacional de Profissionais (CNP) no sexto grupo de trabalho  identificado pela cor roxa  tiveram um início bastante tumultuado nesta quinta-feira (26/08), em Cuiabá (MT). As várias interpretações acerca do sistema de votação proposto no regimento causaram alguns impasses entre os 75 delegados participantes. A coordenação dos trabalhos ficou sob a responsabilidade de Ester Ramirez, auxiliada por Ronaldo Maran Deliberari, Gracio Paulo Pessoa Serra, Ana Karine Batista de Sousa e Luciana Maria Ferrer.

Das cinco propostas contidas no Eixo 1  que trouxe sugestões pertinentes à formação profissional  quatro foram aprovadas pelos presentes. Um dos assuntos que mais gerou discussões e pedidos de defesas a favor e contra foi a contida na proposta de número três. Esta prevê a realização de um exame de proficiência como requisito para obtenção de registro junto ao Crea.

Delegado representante do estado do Pará no 7º CNP, Fernando Pereira colocou-se simpático à medida. “As universidades não formam com o nível que é exigido pelo mercado. Precisamos criar uma ‘peneira’ para que recebam a carteira de exercício profissional apenas aqueles que tiverem sua competência atestada”.

Sintetizando o sentimento da maioria, o delegado Elias Barros julgou desnecessária a proposta. “Na universidade, os estudantes participam de trabalhos de iniciação científica e estágios. O aluno só sai da universidade se o professor for sério. Não podemos julgar a culpa no egresso da faculdade”. Sessenta delegados votaram contra essa proposta.

A apresentação das propostas sobre o exercício profissional  o Eixo 2 -, diferentemente do primeiro eixo, transcorreu com certa tranqüilidade em seu início. A maior participação do Sistema Confea/Crea na elaboração das políticas públicas e a aproximação institucional com empresas e órgãos públicos foram medidas aprovadas pela maioria dos delegados presentes.
A implantação da nova ART causou grande discussão na reunião. O que, a princípio parecia ter uma votação sem muitos entraves, passou por uma reviravolta após a declaração do congressista Sérgio Costa Velho, do Rio de Janeiro. Ele afirmou que a digitalização do processo não pode vigorar.
“Não podemos nos esquecer que, nos vários rincões do Brasil, há inúmeros profissionais sem acesso à internet. Essa proposta pode ser até aprovada, desde que não seja extinta a ART de papel”. A delegada da Bahia, Maria Higina acrescentou que, em várias cidades baianas, por exemplo, não há, sequer, telefonia celular. “Como iremos fazer nesses casos?”, questiona.

Favorável à digitalização da ART, Luciana Maria Ferrer (SP) lembrou que a implantação da nova ART terá total apoio do Confea. “Nos lugares em que essa medida já está em vigor, percebe-se que há uma maior eficiência e eficácia da fiscalização por conta dessa digitalização da ART”. Diante do impasse, uma nova redação para a proposição foi pedida pelos delegados.

Paula Perez
Assessoria de Comunicação do Crea-MT