Brasília, 24 de julho de 2009.
Com 82% de sua população – perto de 180 milhões de habitantes – vivendo em centros urbanos, o Brasil será o primeiro país da América Latina a sediar o Fórum Urbano Mundial, que em sua 5ª edição acontecerá em março de 2010, na capital do Rio de Janeiro. O evento é promovido pelo Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (UN-Habitat), agência da ONU, e já foi realizado em Nairóbi/Quênia, em 2002; em Barcelona/Espanha, em 2004; Vancouver/Canadá, em 2006 e Nanjing/China, no ano passado.
Com a expectativa de reunir cerca de 10 mil participantes, o Brasil e a cidade do Rio de Janeiro – cenários onde a exuberância da natureza contrasta com as desigualdades sociais –, se preparam para o 5º Fórum Urbano Mundial (FUM-2010) com uma programação que tem como conceito o “Direito à Cidade” e deve promover debates sobre ocupação do solo, infraestrutura com serviços de saneamento básico, fornecimento de água e luz, transporte, escolas, hospitais, centros comerciais, trânsito e acessibilidade, entre outros temas.
A programação, tradicionalmente, é proposta pelo Grupo de Trabalho (GT) formado por entidades e órgãos do país sede. No Brasil, entre os integrantes do GT, estão representantes de trabalhadores, movimentos sociais, ONGs, entidades de pesquisa, acadêmicas e profissionais, a exemplo do Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Confea). A aprovação da programação depende da Un-Habitat. Seu conteúdo deverá obedecer a divisão feita nas edições anteriores do fórum: seis diálogos (mesas com experts internacionais falando sobre o tema central do FUM); 12 mesas-redondas (apresentação de experiências bem sucedidas) e 108 eventos, chamados de rede, que tratam de assuntos propostos por diversos parceiros.
O arquiteto e urbanista José Geraldine Júnior, conselheiro que representa o Confea no GT, acredita que a escolha do Brasil para sediar o Fórum Urbano se deve a alguns fatores como o Estatuto das Cidades que define a ocupação territorial brasileira e, ainda, os primeiros resultados da aplicação da Lei 11.888/2008 – que garante assistência técnica gratuita para projeto e construção de casas populares.
Para que o 5º FUM corresponda às expectativas, segundo Geraldine, “a hora é de mobilizar os profissionais da área tecnológica que atuam em desenvolvimento urbano para participar do evento”.
Criado em 2001 pela Organização das Nações Unidas (ONU), o Fórum Urbano Mundial visa diagnosticar as dimensões e enfrentar um dos principais problemas do planeta: o crescimento descontrolado dos centros urbanos, em geral despreparados para receber um volume de pessoas que só tende a crescer. Se o crescimento populacional continuar no ritmo atual, dois terços da humanidade viverão em cidades nos próximos 50 anos.
Maria Helena de Carvalho
Assessoria de Comunicação do Confea
Com 82% de sua população – perto de 180 milhões de habitantes – vivendo em centros urbanos, o Brasil será o primeiro país da América Latina a sediar o Fórum Urbano Mundial, que em sua 5ª edição acontecerá em março de 2010, na capital do Rio de Janeiro. O evento é promovido pelo Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (UN-Habitat), agência da ONU, e já foi realizado em Nairóbi/Quênia, em 2002; em Barcelona/Espanha, em 2004; Vancouver/Canadá, em 2006 e Nanjing/China, no ano passado.
Com a expectativa de reunir cerca de 10 mil participantes, o Brasil e a cidade do Rio de Janeiro – cenários onde a exuberância da natureza contrasta com as desigualdades sociais –, se preparam para o 5º Fórum Urbano Mundial (FUM-2010) com uma programação que tem como conceito o “Direito à Cidade” e deve promover debates sobre ocupação do solo, infraestrutura com serviços de saneamento básico, fornecimento de água e luz, transporte, escolas, hospitais, centros comerciais, trânsito e acessibilidade, entre outros temas.
A programação, tradicionalmente, é proposta pelo Grupo de Trabalho (GT) formado por entidades e órgãos do país sede. No Brasil, entre os integrantes do GT, estão representantes de trabalhadores, movimentos sociais, ONGs, entidades de pesquisa, acadêmicas e profissionais, a exemplo do Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Confea). A aprovação da programação depende da Un-Habitat. Seu conteúdo deverá obedecer a divisão feita nas edições anteriores do fórum: seis diálogos (mesas com experts internacionais falando sobre o tema central do FUM); 12 mesas-redondas (apresentação de experiências bem sucedidas) e 108 eventos, chamados de rede, que tratam de assuntos propostos por diversos parceiros.
O arquiteto e urbanista José Geraldine Júnior, conselheiro que representa o Confea no GT, acredita que a escolha do Brasil para sediar o Fórum Urbano se deve a alguns fatores como o Estatuto das Cidades que define a ocupação territorial brasileira e, ainda, os primeiros resultados da aplicação da Lei 11.888/2008 – que garante assistência técnica gratuita para projeto e construção de casas populares.
Para que o 5º FUM corresponda às expectativas, segundo Geraldine, “a hora é de mobilizar os profissionais da área tecnológica que atuam em desenvolvimento urbano para participar do evento”.
Criado em 2001 pela Organização das Nações Unidas (ONU), o Fórum Urbano Mundial visa diagnosticar as dimensões e enfrentar um dos principais problemas do planeta: o crescimento descontrolado dos centros urbanos, em geral despreparados para receber um volume de pessoas que só tende a crescer. Se o crescimento populacional continuar no ritmo atual, dois terços da humanidade viverão em cidades nos próximos 50 anos.
Maria Helena de Carvalho
Assessoria de Comunicação do Confea
