Época Negócios, 08 de novembro de 2010
Em 1997, o empresário americano Jay Shafer passou a viver num espaço de apenas 8,2 metros quadrados (área que ele próprio considera menor do que muitos closets). “Tomei esta decisão porque não queria mais ter uma quantidade enorme de objetos desnecessários ocupando um espaço inutilizado dentro de casa”, diz Shafer em seu próprio site.
Apesar de pequena, o empresário garante que sua casa é capaz de lhe dar todo conforto que ele precisa. O espaço possui sala, cozinha, quarto, banheiro e até escritório. Alguém precisa de algo mais? Shafer acredita que não. Tanto que além de viver numa minicasa, também criou uma empresa, a Tumbleweed para vender esse imóveis “compactos”.
As casas oferecidas por Shafer são divididas em duas categorias: Tiny House (casas minúsculas) e Small House (casas pequenas). As casas do primeiro grupo variam de 6 metros quadrados a 16 metros quadrados. Os preços vão de US$ 39.000 a US$ 53.000, cerca de R$ 65.520 a R$ 89.040. Os valores ainda podem ser menores, se os futuros proprietários tiverem o interesse de levantar a casa com as próprias mãos.
Famílias ou pessoas que precisarem de mais espaço, podem optar pela casas "maiores", da categoria Small House, que têm entre 24 metros quadrados e 81 metros quadrados. Para esses modelos a Tumbleweed não constroi a casa, mas vende a planta por US$ 695 ou R$ 1.167. Na maioria delas há a opção de criar um quarto adicional no imóvel.
Além do preço convidativo, as minicasas têm o apelo de serem mais sustentáveis. Por serem pequenas, causam menos impacto ao meio ambiente e consomem menos energia. E também evitam o acúmulo de pertencem desnecessários. “Somente o que é estritamente necessário fica em casa”, afirma Shafer.
Os defensores as moradias diminutas ainda incluem outra vantagem à construção: por serem pequenas, as casas servem basicamente para comer e dormir. As horas livres as pessoas passam em praças e parques, o que melhora o convívio social.
Acesse a página e veja modelos de casas oferecidas pela Tumbleweed
