Aracaju, 16 de outubro de 2026.
Onde você vai colocar sua energia nos próximos 12 meses? Em mais uma ferramenta, em um curso isolado ou em uma estratégia de aprendizagem conectada aos desafios da Engenharia? A provocação de Marcos Prieto, diretor de Serviços da Deskgraphics, abriu a palestra Engenharia em Transformação, que abordou as mudanças provocadas pela integração entre BIM, automação e Inteligência Artificial (IA).
Mestre em Sistemas de Gestão, com MBA em Gestão Pública, especializações em Estratégia Empresarial e Gestão Industrial, certificação PMP e autor de quatro artigos científicos, Prieto destacou que o BIM deixou de ser tendência para se consolidar como realidade. A metodologia evoluiu da modelagem tridimensional para ambientes colaborativos, baseados em dados, e agora incorpora automação e Inteligência Artificial.
“BIM não é apenas um software. É gestão da informação”, ressaltou o palestrante, lembrando que dados estruturados são fundamentais para ampliar as possibilidades de análise, automação e tomada de decisão.

No Brasil, políticas públicas e ações da iniciativa privada impulsionam a adoção do BIM em obras e serviços de engenharia, abrindo caminho para projetos mais integrados, gêmeos digitais e soluções sustentáveis.
Tecnologia, por si só, não transforma processos. Com experiência na implementação do BIM desde 2012, Prieto alertou que um dos erros mais comuns é acreditar que basta substituir ferramentas. A transformação exige objetivos claros, processos padronizados, projetos-piloto, indicadores, governança e capacitação aplicada à rotina profissional.
Essa preparação torna-se ainda mais importante com a chegada da IA aos fluxos de projetos e obras. Informações dispersas, padrões inconsistentes e dados sem contexto podem comprometer os resultados e ampliar falhas existentes.
Ao abordar o futuro da profissão, Prieto foi direto: “O profissional não será substituído por um prompt.” Para ele, o domínio técnico continua indispensável para avaliar resultados, formular problemas e tomar decisões responsáveis. Fluência digital, conhecimento em BIM, dados, automação e plataformas em nuvem passam a integrar as competências necessárias à Engenharia.

Como caminho para essa evolução, apresentou três pilares: BIM, automação e inteligência artificial. O primeiro estrutura processos e informações; o segundo integra dados e reduz tarefas repetitivas; e o terceiro amplia a capacidade de análise e criação, sem dispensar o julgamento profissional.
Durante a palestra, também foram apresentados o DeskHUB, plataforma de recursos para a transformação digital, e três novas formações voltadas às demandas da Engenharia, com aulas on-line ao vivo. Os participantes ainda foram convidados a avaliar sua maturidade em BIM e conhecer oportunidades de capacitação e benefícios relacionados aos cursos oferecidos pelo Crea-RS.
Reportagem: Jô Santucci (Crea-RS)
Edição: Julianna Curado (Confea)
Equipe de Comunicação da 81ª Soea
Fotos: Dbrothers e Sto Rei
Gestão de imagens: Paula Moreira (Confea)
