Brasília, 31 de agosto de 2010.
Todos os seis grupos em que foram divididos os 487 delegados do 7º Congresso Nacional de Profissionais (CNP) rejeitaram a proposta sobre a instituição de exame de proficiência como requisito para obtenção de registro nos Conselhos Regionais de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Creas). Uma vez que não recebeu aprovação em nenhum grupo, a proposta não segue para a segunda etapa do CNP, que será realizada em novembro, em Brasília (DF).
Formatado no eixo temático “Formação Profissional”, o texto previa a implantação de um exame de proficiência, como o da Ordem de Advogados do Brasil (OAB), como critério obrigatório para que o profissional recém-formado pudesse se registrar no Crea.
Debate nos grupos
Em um dos grupos (2), a proposta foi rejeitada por 58 votos contra 11 a favor. Os profissionais desse grupo que argumentaram contra a proposta acham que a instituição de um exame de proficiência após o profissional já ter adquirido o diploma é contraditório. Para eles, o ideal é melhorar o monitoramento da qualidade dos cursos de graduação por parte do Sistema Confea/Crea e do Ministério da Educação (MEC). Outro argumento daqueles contrários à proposta é a ausência de estatísticas que comprovem que a qualidade dos advogados brasileiros aumentou após a instituição do exame de proficiência da OAB. Alguns defendem apenas a instituição de residência profissional obrigatória em vez do exame de proficiência.
Por outro lado, os defensores da proposta acreditam que a instituição do exame pode fazer com que as universidades naturalmente busquem a melhora de seus cursos de graduação. Para eles, o exame de proficiência seria uma medida emergencial para aumentar a qualidade dos profissionais brasileiros e diminuir o número de acidentes provocados por construções mal feitas.
O exame de proficiência para registro no Sistema Confea/Crea também causou polêmica entre os delegados do grupo 3. Para muitos, o problema está na proliferação dos cursos autorizados pelo MEC sem muitos critérios. “Acho que o Confea deveria apertar o MEC e não implantar o exame de proficiência”, disse o delegado José Adílson (Crea-ES). Posição contrária adotou o delegado Wesley (Crea-GO). “Sou favorável, pois seria uma forma de monitorar o ensino. Sabemos que existem muitos cursos que estão defasados”, afirmou. Já a delegada Vera Carneiro (Crea-MG) não vê condições da inserção do exame, “pois o Sistema Confea/Crea é multiprofissional, muito complexo, teria que alterar a lei e não sei se resolveria a qualidade do ensino.”
No grupo 5, o argumento que alguns defenderam foi de que a proliferação de cursos da área tecnológica, sem o devido acompanhamento e condições adequadas ao funcionamento das unidades de ensino, acaba inserindo no mercado de trabalho profissionais despreparados para oferecer serviço de qualidade à sociedade. Para o delegado Eurico Sobrinho do Crea-RR, “existem muitas faculdades que estão colocando no mercado profissionais despreparados”.
No grupo 6, o exame de proficiência foi um dos assuntos que mais gerou discussões e pedidos de defesas a favor e contra. Delegado representante do estado do Pará no 7º CNP, Fernando Pereira colocou-se simpático à medida. “As universidades não formam com o nível que é exigido pelo mercado. Precisamos criar uma ‘peneira’ para que recebam a carteira de exercício profissional apenas aqueles que tiverem sua competência atestada”. Sintetizando o sentimento da maioria, o delegado Elias Barros julgou desnecessária a proposta. “Na universidade, os estudantes participam de trabalhos de iniciação científica e estágios. O aluno só sai da universidade se o professor for sério. Não podemos julgar a culpa no egresso da faculdade”. Sessenta delegados do grupo 6 votaram contra essa proposta.
Assessoria de Comunicação do 7º CNP
Todos os seis grupos em que foram divididos os 487 delegados do 7º Congresso Nacional de Profissionais (CNP) rejeitaram a proposta sobre a instituição de exame de proficiência como requisito para obtenção de registro nos Conselhos Regionais de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Creas). Uma vez que não recebeu aprovação em nenhum grupo, a proposta não segue para a segunda etapa do CNP, que será realizada em novembro, em Brasília (DF).
Formatado no eixo temático “Formação Profissional”, o texto previa a implantação de um exame de proficiência, como o da Ordem de Advogados do Brasil (OAB), como critério obrigatório para que o profissional recém-formado pudesse se registrar no Crea.
Debate nos grupos
Em um dos grupos (2), a proposta foi rejeitada por 58 votos contra 11 a favor. Os profissionais desse grupo que argumentaram contra a proposta acham que a instituição de um exame de proficiência após o profissional já ter adquirido o diploma é contraditório. Para eles, o ideal é melhorar o monitoramento da qualidade dos cursos de graduação por parte do Sistema Confea/Crea e do Ministério da Educação (MEC). Outro argumento daqueles contrários à proposta é a ausência de estatísticas que comprovem que a qualidade dos advogados brasileiros aumentou após a instituição do exame de proficiência da OAB. Alguns defendem apenas a instituição de residência profissional obrigatória em vez do exame de proficiência.
Por outro lado, os defensores da proposta acreditam que a instituição do exame pode fazer com que as universidades naturalmente busquem a melhora de seus cursos de graduação. Para eles, o exame de proficiência seria uma medida emergencial para aumentar a qualidade dos profissionais brasileiros e diminuir o número de acidentes provocados por construções mal feitas.
O exame de proficiência para registro no Sistema Confea/Crea também causou polêmica entre os delegados do grupo 3. Para muitos, o problema está na proliferação dos cursos autorizados pelo MEC sem muitos critérios. “Acho que o Confea deveria apertar o MEC e não implantar o exame de proficiência”, disse o delegado José Adílson (Crea-ES). Posição contrária adotou o delegado Wesley (Crea-GO). “Sou favorável, pois seria uma forma de monitorar o ensino. Sabemos que existem muitos cursos que estão defasados”, afirmou. Já a delegada Vera Carneiro (Crea-MG) não vê condições da inserção do exame, “pois o Sistema Confea/Crea é multiprofissional, muito complexo, teria que alterar a lei e não sei se resolveria a qualidade do ensino.”
No grupo 5, o argumento que alguns defenderam foi de que a proliferação de cursos da área tecnológica, sem o devido acompanhamento e condições adequadas ao funcionamento das unidades de ensino, acaba inserindo no mercado de trabalho profissionais despreparados para oferecer serviço de qualidade à sociedade. Para o delegado Eurico Sobrinho do Crea-RR, “existem muitas faculdades que estão colocando no mercado profissionais despreparados”.
No grupo 6, o exame de proficiência foi um dos assuntos que mais gerou discussões e pedidos de defesas a favor e contra. Delegado representante do estado do Pará no 7º CNP, Fernando Pereira colocou-se simpático à medida. “As universidades não formam com o nível que é exigido pelo mercado. Precisamos criar uma ‘peneira’ para que recebam a carteira de exercício profissional apenas aqueles que tiverem sua competência atestada”. Sintetizando o sentimento da maioria, o delegado Elias Barros julgou desnecessária a proposta. “Na universidade, os estudantes participam de trabalhos de iniciação científica e estágios. O aluno só sai da universidade se o professor for sério. Não podemos julgar a culpa no egresso da faculdade”. Sessenta delegados do grupo 6 votaram contra essa proposta.
Assessoria de Comunicação do 7º CNP
