Expo Xangai: palestrantes preparados para mostrar as experiências brasileiras

Brasília, 10 de maio de 2010

Integrante de uma comissão interministerial, nomeada pelo governo brasileiro e que organiza os fóruns temáticos da Expo Xangai, o Confea definiu os nomes de três palestrantes que falarão nos painéis “Tecnologia da Informação e Inclusão Digital”, “Ciência, Tecnologia e Informação”, e “A energia que move as cidades brasileiras”.

A Expo Xangai foi inaugurada dia 1º de maio e vai até 31 de outubro. O tema que centraliza as discussões do evento que acontece desde o século XIX é “Cidade melhor, melhor vida”.

Cláudio Marinho é engenheiro civil, especializado em desenvolvimento urbano pela Universidade Federal de Pernambuco, e em Economia pela Universidade de Campinas.

No painel “Tecnologia da Informação e Inclusão Digital”, marcado para o dia 19 de maio, falará sobre as lições aprendidas com o Porto Digital de Recife, com a implementação público-privada de um Arranjo Produtivo Local de Tecnologia da Informação e Comunicação, no centro histórico da capital pernambucana.

Lançando mão de sua experiência como gestor de políticas públicas de inovação na secretaria de Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente de Pernambuco, o palestrante vai enfatizar o making-of da política de apoio às empresas de TIC através da criação de um parque tecnológico urbano na antiga zona portuária do Recife, projeto que coordenou e que hoje, dez anos depois de iniciado tem 120 empresas em envolvidas.

Marinho vai estabelecer conexões da experiência do Porto Digital de Recife com os países do Bric – Brasil, Rússia, Índia e China -, demonstrando a importância de estratégicas competitivas conjuntas no contexto Sul-Sul.

O também consultor de cenários e estratégicas, acredita que conseguirá responder as perguntas sobre uma região menos desenvolvidas – o Nordeste brasileiro – de um país emergente:

- Como o projeto ajudou a cidade de Recife a se preparar para o futuro? Quis as sinergias estabelecidas com entidades e iniciativas nacionais e internacionais? Como usar a experiência para multiplicar seus conceitos? Quais as novas formas inovadoras de gestão e financiamento?

Evandro Mirra é engenheiro especializado em Materiais e Metalurgia. Também é pesquisador científico, administrador de Ciência e Tecnologia, professor emérito, doutor em Ciências pela Universidade de Paris e assina mais de uma centena de produtos e processos tecnológicos. No painel “Ciência, Tecnologia e Informação”, vai mostrar no painel com data a ser definida, entre 16 e 20 de junho, como nos países desenvolvidos, a inovação responde atualmente por mais de 50% do crescimento de longo prazo e é a principal estrutura de suas atividades econômicas.

Mirra que já foi presidente do CNPq e do Centro de Gestão de Estudos Estratégicos, hoje dirige a Academia Brasileira de Ciências e dá aulas na Universidade Federal de Minas Gerais. Ele ensina que “Investimentos em conhecimento tornaram-se o vetor chave do desempenho econômico e se associam à emergência de uma sociedade mais interconectada, onde a criação e aplicação do conhecimento são cada vez mais colaborativos”.

Para o palestrante em Xangai, “o Brasil tem implantado políticas de apoio e as empresas brasileiras têm demonstrado competência crescente em inovação em diferentes setores”. Mirra destaca que “cerca de 35 mil dessas empresas são hoje inovadoras, e cerca de 400, dentre elas, têm a liderança mundial em inovação nos seus setores”. Para ele, “as manifestações desses fenômenos se multiplicam e incluem novas figuras como os parques tecnológicos e as de publicações científicas, patentes e diversos produtos e processos tecnológicos”.

Roberto Messias é geógrafo pós-graduado em Ecologia pela Unesco, em Paris e é o atual presidente do Ibama. Já dirigiu o International Union for Conservation of Nature para a América do Sul, além de diretor adjunto para o Meio Ambiente, do Pnuma que em português significa Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente.

No painel “A energia que move as cidades brasileiras”, falará – em dia a ser confirmado, no período entre 04 e 08 de julho -, das “concepções contemporâneas que coexistem nos centros urbanos mundiais e se dividem na cidade tradicional e na nova cidade que recupera o espaço público para as pessoas e o meio ambiente”.

Para Messias, o tema central da Expo Xangai 2010, “Cidade melhor, melhor vida”, induz a refletir sobre as novas perspectivas a partir de desafios comuns: “as mudanças climáticas e vulnerabilidades provocadas pela desigualdade social”. 

Messias defende que “esses desafios demandam práticas de eficiência no consumo energético e na redução de emissões com integração de diferentes modelos de transportes, alcançadas por ações brasileiras do Programa de Controle de Poluição Atmosférica por Veículos Automotores, de Planos Cicloviários Integrados em metrópoles como Porto Alegre e Rio de Janeiro”, por exemplo. Ele destaca ainda o crescimento de programas de biocombustíveis e de incentivos ao uso de coletores termossolares em casas populares.

Maria Helena de Carvalho
Assessoria de Comunicação do Confea