Brasília, 8 de fevereiro de 2010.
Engarrafamentos, barulho, sujeira, obstrução do trânsito e do tráfego de pessoas. Esses são apenas alguns dos transtornos evitados ou minimizados pela utilização de tecnologias não-destrutivas. O engenheiro civil Liberal Ramos Júnior, diretor financeiro e administrativo da Associação Brasileira de Tecnologia Não Destrutiva (Abratt) conta que os Métodos Não-Destrutivos (MND) não são novos, mas que, no Brasil, a falta de conhecimento sobre eles é um dos principais fatores para a sua não-utilização.
De acordo com Liberal, os MND podem ser empregados em qualquer cidade ou local. “O Método não é novo. Sua aplicação consiste em instalar, substituir ou recuperar tubulações. E, para cada local, existem tecnologias diferentes em função do tipo de tubo e de seu diâmetro”.
Quanto à economicidade, ele conta que o custo da utilização das tecnologias não-destrutivas varia. “Quando não existe o pavimento em cima, por exemplo, é mais barato abrir uma vala. No caso da Comgás; ela não faz mais isso. Executa 100% por MND, pelo sistema de perfuração direcional. A Sabesp também vem desenvolvendo um programa de despoluição do rio Tietê e outro de substituição da rede de água - que era de amianto, e hoje o material é, inclusive proibido -, pelo MND”. Além disso, ele explica que as licenças também costumam sair mais rápido quando se propõe utilizar o Método. “Mas o mais importante a ser considerado é o custo social, que é de difícil mensuração”, afirma.
Segundo Liberal, já foram feitos alguns estudos para saber os benefícios da aplicação do MND para a sociedade. A conclusão é de que o transtorno é muito menor, tanto para a população quanto para o meio ambiente, mas falta conhecimento acerca do Método. Por outro lado, a perspectiva de crescimento é favorável. “A realização da Copa e Olimpíadas no Brasil deve aumentar a procura. Quando houve o Pan-americano no Rio de Janeiro, a demanda já foi grande. As redes de telecomunicações e energia tiveram de ser aumentadas e precisaram de uma nova rede de dutos. Agora a demanda deve ser ainda maior”.
No Brasil, a expansão do Método se deu com os grandes empresários. “Eles fizeram contatos no exterior e comparam equipamentos para o país”. À medida que o mercado interno foi se formando, observou-se a necessidade de criação da Abratt, que é filiada à Sociedade Internacional de Tecnologia Não-Destrutiva (ISTT), sediada em Londres. Mas o Brasil não possui fabricação própria e, segundo Liberal, existe carência de profissionais treinados. “Falta pessoal qualificado. O que existe hoje são treinamentos fornecidos pelos fabricantes”.
Mas avanços no setor já podem ser observados. Segundo Liberal, a Abratt desenvolveu, junto ao Instituto Opus, curso para treinamento e qualificação de operadores de equipamentos de perfuração direcional, que é o mais utilizado no país, além de ter firmado convênio com a Universidade de São Paulo (USP/São Carlos) para realização de curso extracurricular de capacitação de estudantes e engenheiros formados para atuarem na área.
Tânia Carolina Machado
Assessoria de Comunicação do Confea
Engarrafamentos, barulho, sujeira, obstrução do trânsito e do tráfego de pessoas. Esses são apenas alguns dos transtornos evitados ou minimizados pela utilização de tecnologias não-destrutivas. O engenheiro civil Liberal Ramos Júnior, diretor financeiro e administrativo da Associação Brasileira de Tecnologia Não Destrutiva (Abratt) conta que os Métodos Não-Destrutivos (MND) não são novos, mas que, no Brasil, a falta de conhecimento sobre eles é um dos principais fatores para a sua não-utilização.
De acordo com Liberal, os MND podem ser empregados em qualquer cidade ou local. “O Método não é novo. Sua aplicação consiste em instalar, substituir ou recuperar tubulações. E, para cada local, existem tecnologias diferentes em função do tipo de tubo e de seu diâmetro”.
Quanto à economicidade, ele conta que o custo da utilização das tecnologias não-destrutivas varia. “Quando não existe o pavimento em cima, por exemplo, é mais barato abrir uma vala. No caso da Comgás; ela não faz mais isso. Executa 100% por MND, pelo sistema de perfuração direcional. A Sabesp também vem desenvolvendo um programa de despoluição do rio Tietê e outro de substituição da rede de água - que era de amianto, e hoje o material é, inclusive proibido -, pelo MND”. Além disso, ele explica que as licenças também costumam sair mais rápido quando se propõe utilizar o Método. “Mas o mais importante a ser considerado é o custo social, que é de difícil mensuração”, afirma.
Segundo Liberal, já foram feitos alguns estudos para saber os benefícios da aplicação do MND para a sociedade. A conclusão é de que o transtorno é muito menor, tanto para a população quanto para o meio ambiente, mas falta conhecimento acerca do Método. Por outro lado, a perspectiva de crescimento é favorável. “A realização da Copa e Olimpíadas no Brasil deve aumentar a procura. Quando houve o Pan-americano no Rio de Janeiro, a demanda já foi grande. As redes de telecomunicações e energia tiveram de ser aumentadas e precisaram de uma nova rede de dutos. Agora a demanda deve ser ainda maior”.
No Brasil, a expansão do Método se deu com os grandes empresários. “Eles fizeram contatos no exterior e comparam equipamentos para o país”. À medida que o mercado interno foi se formando, observou-se a necessidade de criação da Abratt, que é filiada à Sociedade Internacional de Tecnologia Não-Destrutiva (ISTT), sediada em Londres. Mas o Brasil não possui fabricação própria e, segundo Liberal, existe carência de profissionais treinados. “Falta pessoal qualificado. O que existe hoje são treinamentos fornecidos pelos fabricantes”.
Mas avanços no setor já podem ser observados. Segundo Liberal, a Abratt desenvolveu, junto ao Instituto Opus, curso para treinamento e qualificação de operadores de equipamentos de perfuração direcional, que é o mais utilizado no país, além de ter firmado convênio com a Universidade de São Paulo (USP/São Carlos) para realização de curso extracurricular de capacitação de estudantes e engenheiros formados para atuarem na área.
Tânia Carolina Machado
Assessoria de Comunicação do Confea
