Fórum da Copa de 2014 é lançado no Crea-DF

Brasília, 14 de agosto de 2009.

Preocupados com a necessidade de um planejamento estratégico integrado para o sucesso da Copa de 2014, representantes de diversos órgãos do Distrito Federal oficializaram nesta quinta-feira (13), no Crea-DF, a criação do Fórum da Copa 2014. Defesa Civil, Corpo de Bombeiros, Sindicato das Indústrias de Construção Civil, Federação das Indústrias de Brasília e Confea são algumas das instituições que desejam começar o debate sobre a infraestrutura necessária para o campeonato. “O Crea-DF quer motivar a discussão entre os órgãos que terão um papel fundamental em 2014”, afirmou o conselheiro do Crea-DF Dilson Rehm.

O conselheiro federal Idalino Hortêncio representou o Confea no lançamento do fórum e expôs a importância do trabalho técnico no planejamento da Copa do Mundo. “Estamos preocupados com as obras de infraestrutura. As vilas esportivas e praças de acesso aos locais de competição precisam estar cercadas de cuidados técnicos. O estatuto do torcedor, em seu artigo 23, exige a necessidade de laudos técnicos que liberem o uso dessas praças de acesso e, nesse sentido, o Sistema Confea/Crea terá um papel determinante para o êxito da Copa”.

Especialistas apresentaram um panorama financeiro sobre a Copa da Alemanha (2006), as Olimpíadas de Londres (2012) e a Copa da África do Sul (2010). Todos informaram que em nenhuma das ocasiões dinheiro público foi utilizado para construir os complexos de competição.
“O planejamento estratégico integrado em Londres mostrou que não será necessário o governo bancar instalações. Calcula-se que eventos desse porte são uma grande oportunidade de negócios e devem gerar um lucro de 3,5 bilhões de libras esterlinas para 940 companhias”, informou o engenheiro Heliomar Abreu Rosa, do Crea-DF.

A principal palestra da reunião foi a do diplomata sul-africano Arnold Lyle, que tem a missão de divulgar, no Brasil, os avanços na organização da primeira Copa do continente africano, em 2010. Lyle informou que apenas quatro novos estádios foram construídos na África do Sul. Tendo em vista que no país o turismo é a principal fatia do PIB, acima mesmo da exploração de minas, a Copa tem sido tratada com grande atenção por todas as autoridades do país.

“A questão da segurança é crucial. Teremos 41 mil policiais trabalhando durante a competição, com cerca de 700 agentes por jogo, incluindo alguns disfarçados no meio das multidões. Cães farejadores, equipes de controle de explosivos, aviões equipados com câmeras e não-tripulados monitorarão toda a área em volta das arenas. Portanto, a tecnologia caminha junto ao nosso evento”, disse Arnold.

Questionado sobre as exigências feitas pela Fifa ao país em relação à construção dos estádios, o diplomata confirmou que a federação de futebol, por deter os direitos comerciais da competição, divulga padrões a serem seguidos pelas construtoras, que podem ser nacionais.
Por fim, Lyle sugeriu aos integrantes do fórum que façam contato com o Ministério do Esporte para que especialistas brasileiros sejam enviados à África do Sul para aprenderem as soluções que estão sendo realizadas no país.

A próxima reunião do Fórum da Copa de 2014 deverá acontecer em um mês, e outras instituições serão convidadas para integrarem o grupo de especialistas.

Thiago Tibúrcio
Assessoria de Comunicação do Confea