Recife, 27 de março de 2009
Apesar de ter sido reformada há menos de cinco anos, as instalações do anexo da Prontoclínica Torres Galvão, localizada no município do Paulista (PE), precisam de um novo investimento para atender aos pacientes, que lotam o prédio principal. Esse foi o diagnóstico dos órgãos que participaram, ontem (26), da Fiscalização Preventiva Integrada (FPI) coordenada pelo Conselho de Engenharia, Arquitetura e Agronomia de Pernambuco (Crea-PE). O edifício anexo está inutilizado desde julho de 2008.
De acordo com o assessor técnico do Crea-PE João Carlos Coutinho Júnior, não há risco do prédio desabar, mas é necessário que algumas providências sejam tomadas. “Encontramos falhas nas instalações elétricas do imóvel. Além disso, a prefeitura precisa fazer revisões na cobertura do prédio anexo para que, no período de chuva, o forro de gesso não caia na caixa d’água e nas instalações hidrossanitárias”, explicou o assessor.
Outro risco para os pacientes é a ausência de extintores de incêndio no local, segundo o capitão Flávio do Corpo de Bombeiros. “Onde há energia elétrica, é necessária a presença de extintores de incêndio, mesmo que o prédio esteja desativado”, destacou.
Segundo o diretor do Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe) José Carlos Alencar, no local foram encontradas situações de insalubridade para os profissionais da área. Ele informou que retornará à clínica para fazer uma nova inspeção com os fiscais do Cremepe.
Conforme o secretário de Saúde do Paulista, Nélson Falcão de Melo, a prefeitura irá fazer um projeto para reformar as instalações. Ele informou que, atualmente, cerca de 400 pessoas são atendidas diariamente.
Kele Gualberto
Assessora de Comunicação
