Natal, 25 de fevereiro de 2008
A Fiscalização Preventiva Integrada (FPI), detectou uma série de irregularidades no estádio de futebol Tenente Luiz Gonzaga, em Parnamirim (RN). O estádio deverá sofrer uma interdição parcial para realização das obras de melhoria, e a conseqüente redução da capacidade de público.
Foram observadas rachaduras na laje da cobertura da bilheteria e no muro do estádio, má conservação dos alambrados das arquibancadas, banheiros com problemas de higiene e falta de acessibilidade para portadores de deficiência. Segundo o coordenador e gerente de fiscalização do Crea-RN, Luiz Carlos Madruga, os administradores do estádio se comprometeram a isolar as áreas afetadas e promover as reformas em curto prazo. A capacidade de público deverá cair de quatro para três mil pessoas.
A fiscalização aconteceu na última quinta-feira (21). Coordenada pelo Crea-RN, o programa de FPI funciona em parceria com o Corpo de Bombeiros, Ministério Público, Covisa e Delegacia Regional do Trabalho (DRT).
O representante do Corpo de Bombeiros Militar, cabo Márcio Ferreira, explicou que não vai ser necessária a interdição do local. Segundo ele, "foram feitas observações quanto a colocação de extintores de incêndios, reforço do alambrado da arquibancada, a limpeza, além de outras recomendações. Mas, apesar desses problemas, os jogos previstos para acontecerem não serão anulados. O que pode acontecer é a redução da capacidade do estádio".
A arquiteta Bernadete Lula, do CAOP-Minorias, órgão do Ministério Público, criticou a falta de acessibilidade. “A acessibilidade do estádio é zero, não tem a menor condição de atender aos portadores de deficiência”. Já o engenheiro civil da Suvisa, Ivens Trindade, informou que a situação sanitária do local também está precária, com sujeira e descargas quebradas, mas não é o suficiente para interditar.
Luiz Carlos Madruga, do Crea-RN, esclarece que o principal objetivo da FPI é salvaguardar a população de situações de risco. "As fiscalizações são educativas e preventivas, mas, se não forem atendidas, podem implicar em emissão de autos de infração, na interdição parcial, ou nos casos mais graves, em solicitação de interdição total do espaço e equipamentos", atesta.
Equipe de Comunicação do Crea-RN
