GeoBusca usa IA para facilitar acesso a dados geocientíficos

Brasília 04 de novembro de 2026.

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Para facilitar o acesso ao conhecimento geocientífico, o Serviço Geológico do Brasil (SGB) lançou o GeoBusca durante o 52º Congresso Brasileiro de Geologia, que está sendo realizado em Fortaleza (CE) até o dia 05. A plataforma reúne cerca de 5 milhões de dados relacionados a pesquisas produzidas pela instituição ao longo de mais de 57 anos e permite localizar estudos e produtos por meio de consultas em linguagem natural.

"O conhecimento geocientífico ganha ainda mais alcance quando as pessoas conseguem encontrá-lo, utilizá-lo e aplicá-lo no dia a dia. São décadas de pesquisas realizadas pelo SGB em diversas áreas e que agora podem ser encontradas de forma mais rápida e simples por meio dessa nova plataforma", destacou o diretor-presidente do SGB, Vilmar Simões.
 

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Diretor-presidente do SGB, Vilmar Simões


A plataforma está disponível, inicialmente, em versão beta, etapa destinada à avaliação do funcionamento e ao aprimoramento da ferramenta. Acesse: geobusca.sgb.gov.br.

O coordenador das Câmaras Especializadas de Geologia e Engenharia de Minas (CCEGEM) do Sistema Confea/Crea, eng. geol. Danilo Costa, destacou o caráter estratégico da ferramenta para o desenvolvimento do país: "Em um cenário de crescente demanda por minerais críticos, estratégicos, segurança hídrica e sustentabilidade ambiental, ampliar o acesso a esse conhecimento geológico é fortalecer principalmente a capacidade nacional de planejar, pesquisar e tomar decisões tecnicamente fundamentadas".

Dados acessíveis 
O GeoBusca foi desenvolvido pela Assessoria de Comunicação do SGB com inteligência artificial generativa aplicada à busca de informações institucionais. A ferramenta tem como objetivo tornar o acervo geocientífico mais acessível a diferentes públicos e facilitar o contato com estudos que possam subsidiar pesquisas acadêmicas, atividades profissionais e a compreensão de temas como recursos minerais, disponibilidade hídrica, prevenção de riscos e características geológicas do país.

A proposta ajuda os usuários a superarem um desafio: encontrar, entre milhares de publicações e registros, aqueles mais relacionados a uma dúvida ou necessidade específica. Em vez de depender exclusivamente de palavras-chave e da navegação por diferentes páginas, as pessoas podem formular perguntas com suas próprias palavras e receber indicações de conteúdos pertinentes, acompanhadas de um breve resumo.

Na plataforma, as fontes dos resultados são listadas, direcionando o usuário para bases como o Repositório Institucional de Geociências (RiGeo), o Sistema de Alerta de Eventos Críticos (SACE) ou o GeoSGB. Após identificar os resultados de interesse, é fundamental acessar os materiais indicados nas bases oficiais do SGB para consultar o conteúdo completo, verificar as informações e aprofundar a pesquisa.

O acervo reúne pesquisas e informações sobre diferentes áreas das geociências. Entre os temas estão geologia básica, mapeamento geológico, pesquisa e potencial mineral (incluindo minerais críticos), recursos hídricos superficiais e subterrâneos, monitoramento de rios, identificação de áreas de risco geológico e estudos voltados à gestão territorial. O GeoBusca também permite localizar produtos relacionados a levantamentos geofísicos, dados geoquímicos e outros estudos que contribuem para ampliar o conhecimento sobre o território brasileiro.
 

Danilo Monteiro considera a importância dos avanços tecnológicos para o Sistema
Coordenador da CCEGEM, Danilo Costa


Danilo acredita que o GeoBusca tem potencial para agilizar o trabalho dos profissionais das geociências, especialmente nas etapas iniciais de pesquisa e levantamento de informações. "Hoje, a consulta a diferentes bancos de dados, mapas e relatórios técnicos exige tempo e, muitas vezes, envolve buscas complexas e até pagas. Com essa ferramenta, a pesquisa poderá ser realizada de maneira mais intuitiva, por meio de linguagem natural, facilitando o acesso às informações. Isso representa economia, inclusive de tempo, nas etapas preliminares de projetos de engenharia, estudos geológicos, pesquisas minerais e avaliações ambientais", avaliou o coordenador.

Com menos tempo dedicado à procura de informações, os profissionais poderão se concentrar naquilo que exige capacidade técnica: pesquisar, analisar, interpretar e transformar dados em soluções de engenharia. Por se tratar de uma plataforma em desenvolvimento, seus ganhos efetivos ainda precisarão ser avaliados ao longo das atualizações.

 "A tecnologia, porém, não substitui o profissional, mas amplia sua capacidade de atuação, contribuindo para trabalhos mais eficientes, tecnicamente fundamentados e produtivos", ponderou o especialista.


Fernanda Pimentel
Equipe de Comunicação do Confea com a Assessoria de Comunicação do 
Serviço Geológico do Brasil
Fotos: Danilo Sueiro (SGB) e Confea