Grupo azul: polêmica sobre reconhecimento de cursos

Cuiabá, 26 de agosto de 2010.

Por volta das 15h de ontem, os 75 delegados que formam o Grupo Azul começaram a analisar e votar as cinco propostas que compõem o Eixo 1 da pauta no 7º CNP, que trata da Formação Profissional.

Depois de elegerem a mesa diretora dos trabalhos, coordenada por René Bayma, os integrantes do grupo  cuja freqüência no plenário é conferida por controle eletrônico a cada minuto - começaram as discussões, com direito a uma opinião a favor e outra contrária antes da votação final de cada proposição.

Até às 16h, a proposta 1, que sugere que as instituições de ensino lancem mão do acervo técnico para  análise de processos seletivos e de promoção dos professores, foi aprovada com ressalvas já que os delegados podem alterar apenas a redação e não o sentido ou a essência da proposta.

A proposição número 2, que defende a inclusão do exame de proficiência como requisito para obtenção de registro no Crea, foi rejeitada, enquanto a de número 3, que visa à participação de representantes do Sistema Confea/Crea no Conselho Nacional de Educação e nas comissões que reconhecem e revalidam cursos da área do Sistema, causou polêmica.

Antonio Roberto de Oliveira, engenheiro civil e professor da PUC-RJ, contrário à proposição, diz que “a sociedade evolui e à universidade cabe criar o curso para atender a demanda”. Ao Sistema, diz taxativo, “cabe regulamentar”.

Já Luiz Cruz Lima, geógrafo e ex-professor da Universidade Estadual do Rio de Janeiro, defende a proposta: “Os cursos são criados sem se observar o que o mercado precisa e o Sistema Confea/Crea poderia influenciar positivamente nesse processo”.

Maria Helena de Carvalho
Assessoria de Comunicação do Confea