Cuiabá, 27 de agosto de 2010
“Não tivemos nenhuma proposta com emenda”, salientou o primeiro secretário da mesa coordenadora, engenheiro civil Antônio Carlos de Aragão, delegado do Crea-PB. Dentre as propostas especiais, a proposição de nº 19, apresentada pelo Crea-RR, foi a que teve votação mais apertada, com 27 votos contra e 22 favoráveis. A matéria trata do pleito por assento efetivo dos Creas em conselhos deliberativos e consultivos da área tecnológica, inclusive em Conselhos Universitários.
O delegado Emerson dos Santos (Crea-RR) defendeu a proposta, alegando que o Confea abre espaços para universidades dentro do Sistema. “Porém as universidades nunca se abriram para o Sistema”.
O argumento foi contestado pelo delegado Osnide Souza Amaral (Crea-DF). “Vejo essa questão com um trabalho das entidades de classe - associações e sindicatos -, que têm autonomia constitucional para isso, inclusive, com a abertura dentro das universidades”, contrapôs.
Outra proposta polêmica foi a EX 07, pleiteando a cassação da liminar que autoriza o procedimento técnico exercido pelos profissionais de nível médio. A justificativa é de que a formação desses técnicos não fundamenta a atuação em algumas áreas específicas do profissional pleno, como a prescrição de agrotóxicos e interpretação de análises de solos, concedida mediante liminar judicial.
Para o delegado e engenheiro agrônomo Fernando Julliati (Crea-MG), a prescrição do receituário é de competência dos agrônomos e engenheiros florestais que tiveram formação específica para tanto. “A aprovação do decreto se deu em razão de um cochilo das entidades e queremos que o Confea/Crea nos ajude a reparar esse erro.”
A questão foi rebatida pelo delegado Wellington Guilherme (Crea-SP), técnico industrial. Ele justificou que se existe um decreto judicial, a medida tem que ser cumprida. “Estamos fazendo parte do mesmo Sistema e o Confea não pode ter uma posição contrária à categoria”, argumentou.
O delegado Francisco Machado, presidente do Crea-DF, reforçou a tese de que os profissionais de nível médio e graduados são acolhidos pelo Sistema Confea/Crea, não havendo como a entidade tomar partido. Ao final, a proposta foi rejeitada com 27 votos, havendo 14 favoráveis e cinco abstenções.
Foi aprovada a proposta de firmar parcerias com órgãos ambientais estaduais e federais - objetivando maior difusão da legislação ambiental e dos processos de licenciamento. “A falta de conhecimento da legislação e mesmo a burocracia para se ter acesso a esses documentos acarreta vários transtornos a engenheiros florestais que trabalham tanto em órgãos públicos quanto em empresas privadas”, declarou Carlos Roberto Michelini.
Entre as rejeitadas, as que tratam da Comissão da Mulher; bolsa de oportunidades no site do Confea; atualização do Código de Ética; transformação da Comissão de Ética; revisão da NR 18 e a aplicação da logomarca da Mútua em todos os materiais institucionais do Sistema.
Rafaela Maximiano
Assessoria de Comunicação do Crea-MT
Paulo Procópio
Assessoria de Comunicação do Crea-RN
