Brasília, 20 de janeiro de 2010
Na tarde desta quarta-feira (19/1), o presidente do Confea, Marcos Túlio de Melo, recebeu a visita do presidente do Comitê Gestor de Indicadores e Níveis de Eficiência Energética do Ministério de Minas e Energia, Paulo Augusto Leonelli. Em pauta, estava o lançamento da Etiquetagem do Nível de Eficiência Energética de Edifícios, elaborado pelo Laboratório de Conforto Ambiental e Eficiência Energética (Lacam) da Universidade de Brasília (UnB).
A iniciativa de criar a etiquetagem surgiu no GT Edifica – Grupo Técnico para Eficientização de Energia nas Edificações no País -, do Ministério de Minas e Energia, do qual participam Leonelli e a coordenadora do projeto de etiquetagem do Lacam, professora Claudia Amorim, que também participou da reunião.
A construção da nova sede foi avaliada por Claudia Amorim e sua equipe durante a elaboração da etiqueta. “Capacitamo-nos por meio deste edifício”, disse Claudia. Durante a obra, o prédio recebeu etiqueta C. Mas agora, com o prédio pronto, há possibilidade de elevar a etiqueta para B.
Durante a reunião, Leonelli (que foi conselheiro federal na década de 1980) destacou a necessidade de capacitação na área de avaliação de eficiência energética em edificações. “O desafio de 2011 é a capacitação. Precisamos de organismos de inspeção para as etiquetagens, com consultores técnicos capacitados”, disse, ao propor para Marcos Túlio uma integração entre Sistema Confea/Crea e Ministério com foco nessa questão.
Além de se colocar à disposição para discutir linhas de ação, Túlio de Melo sugeriu que o Ministério contatasse também o Sindicato da Arquitetura e da Engenharia –Sinaenco - e a Câmara Brasileira da Indústria da Construção – Cbic, entidades que, segundo o presidente do Confea, têm iniciativas em cursos e capacitações. “Outra ação que poderíamos tomar seria utilizar o método da UnB para etiquetar os Creas e as inspetorias”, disse.
De acordo com dados apresentados por Leonelli, 44,7% do consumo de energia do Brasil provém de edificações (entre residenciais, comerciais e públicas). “Daí a importância da Lei da Eficiência Energética”, ressaltou. O documento, que leva o número de 10.295, foi sancionado em 2001. No mesmo ano, também entrou em vigor o decreto que regulamenta a lei (Decreto nº 4.059), que deu origem ao Comitê Gestor de Indicadores e Níveis de Eficiência Energética do Ministério de Minas e Energia. O GT Edifica foi criado por esse Comitê. “A meta geral é reduzir em 10% o consumo de energia no Brasil projetado para 2030”, explicou Leonelli, ao que Túlio de Melo respondeu: “se conseguirmos essa redução apenas por meio da eficiência energética, será uma economia fantástica”.
Beatriz Leal
Assessoria de Comunicação do Confea
