Infraestrutura: precisa-se de engenheiros

Da Agência Ambiente Energia, 21 de março de 2011

O Brasil terá de 1,5 milhão a 1,8 milhão de engenheiros em 2020. Se continuar a crescer no ritmo atual, precisará de 560 mil a 1,16 milhão destes profissionais. A projeção está no Boletim Radar nº 12, publicado na semana passada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), que faz um diagnóstico da mão de obra e aborda a formação de pessoal técnico-científico no mercado brasileiro.

O Ipea aponta que o número de engenheiros formados até 2020 será suficiente para atender a demanda prevista, no entanto, alerta para o gargalo do desvio ocupacional. Segundo o boletim, em 2009, apenas 38% dos formados em engenharia estavam no mercado nas suas ocupações típicas. Ou seja: seis em cada dez engenheiros atuavam em outras funções que não engenharia. A previsão é que, em 2020, esse número pule para 45%.

O trabalho indica riscos de gargalo em setores como construção civil, mineração, petróleo e gás, em caso de crescimento maior da economia do país. Aumento de salários, retenção de profissionais em vias de se aposentar, retorno dos aposentados ao mercado de trabalho e investimento em capacitação e treinamento, no curto prazo, são soluções indicadas para equacionar o problema. No longo prazo, estão medidas como investimento em educação, com políticas de ampliação da oferta no sistema educacional e a garantia de formação básica com qualidade, para aumentar o numero de jovens aptos para o ensino superior e o mercado de trabalho.

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