Inovação é a palavra-chave da atualidade

Brasília, 9 de fevereiro de 2009.

Waldez Luiz Ludwig, professor e consultor em gestão empresarial, dedica-se à pesquisa das tendências da gestão organizacional. Em sua palestra, realizada hoje (9) no IV Encontro de Lideranças do Sistema Confea/Crea, abordou temas como gestão colaborativa e integrada, conhecimento, informação, aprendizagem ativa, criatividade, inovação, talento, liderança compartilhada, valor.

Traçando um breve panorama sobre a gestão empresarial, desde a era agrícola, revolução industrial, até a atualidade, lembrou que a expressão mão-de-obra é preconceituosa. Segundo ele, a expressão tem uma carga semântica negativa, pois dá impressão de que os funcionários são pagos apenas para trabalhar e não para terem ideias. E isso acaba gerando insatisfação e ódio ao trabalho.

De acordo com ele, que conduziu a palestra sempre de forma descontraída, “ter idéias é a única coisa que o ser humano faz melhor do que os animais”. “Quando você não deixa a pessoa inovar, ela passa a odiar o trabalho e vira bicho”, afirmou.

Com o passar dos anos, entretanto, ele explica que houve um casamento entre o computador e o satélite. E, a partir daí, surgiu a globalização. Segundo Ludwig, “o mundo anda em ciclos e, neste momento, estamos tendo o privilégio de entrar numa nova ordem”, na qual os valores estão sofrendo mudanças. E este ciclo permanece até chegarmos a um novo período de estabilidade.

Nesse período de mudanças, Ludwig mostrou que, para se encontrar a moral e os valores, deve-se buscar os mais velhos. Para achar tendência, inovação, novidade, deve-se buscar os mais jovens. “O jovem está sempre certo em relação ao futuro”, disse, ressaltando que se referia à idade mental e não temporal. A afirmação foi feita tendo por base pesquisas realizadas com jovens, por exemplo, acerca dos telefones celulares, ipods ou internet.

Segundo ele, a “palavrinha mágica” da atualidade é inovação. E inovação é diferente de criatividade. Esta significa ter idéia. Aquela, colocar esta idéia em prática, necessitando, para isso, de conhecimento. Para Ludwig, “o papel social do Confea é muito maior do que se imagina e o órgão está fazendo bem em desenvolver o planejamento em primeiro lugar”. Para ele, é importante gerenciar as fraquezas; melhorar os talentos e; na hora de inovar, refletir sobre os sete “res”: repensar o porquê, redefinir o quê, ressequenciar o quando, realocar o onde, recolocar o quem, reiventar o como, reduzir o quanto.

Tânia Carolina Machado
Equipe de Comunicação do Confea