MEC busca parceria com o Confea

Brasília, 31 de agosto de 2009.

Representantes da Secretaria de Educação Básica e da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica do Ministério da Educação reuniram-se, na última sexta-feira (28), com o presidente e conselheiros do Confea para apresentar duas propostas de parceria com o Conselho, visando aumentar a visibilidade dos cursos da área tecnológica e fortalecer o processo de formação de especialistas dessa área.
 
Carlos Artexes, diretor de Concepções e Orientações curriculares para a Educação Básica, informou que o Ministério gostaria de contar com o apoio no Confea em um projeto de divulgação das profissões fiscalizadas pelo Sistema, pois existe uma carência de profissionais nessa área. “Gostaríamos de elaborar, junto com o Confea, uma metodologia de orientação de carreiras. Mostrar para os estudantes do ensino médio as tendências e as características das profissões da área tecnológica”, afirmou Artexes.
 
“O país enfrenta um enorme desafio na educação. Com a perspectiva de retomada do crescimento econômico, novamente vamos ter carência de profissionais na área tecnológica e precisamos pensar maneiras de resolver esse gargalo. Contudo, precisamos garantir qualidade dos egressos das escolas técnicas e das universidades”, afirmou Túlio.
 
A ideia é aproveitar o novo modelo do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Por ele, o estudante escolherá a carreira após receber o resultado do exame. Isso possibilitará uma escolha mais adequada às suas habilidades.
 
Segundo o MEC, 4,7 milhões de estudantes se inscreveram para o novo Enem. Os especialistas do MEC apostam na possibilidade de estudantes de Engenharia iniciarem campanhas, orientadas pelo Confea, dentro das 24 mil escolas que oferecem ensino médio no país.
 
Já Luiz Caldas Pereira, responsável pela diretoria de Formulação de Políticas de Educação Profissional e Tecnológica, apresentou os planos do Ministério sobre a expansão da oferta de vagas em escolas técnicas. “Nossa rede de Cefets e Colégios Técnicos passará de 140, número que havia em 2002, para 354, até o fim de 2010, podendo atingir 400 instituições, o que representará a oferta de 2 milhões de vagas”, disse Pereira.
 
A intenção do governo é formar mais alunos na área de tecnologia, que hoje, no país, só representa 7,2% dos alunos matriculados no ensino superior. Além das escolas técnicas, o MEC planeja o lançamento de 38 institutos federais de educação profissional e tecnológica.
 
O presidente do Confea, Marcos Túlio de Melo, agradeceu o interesse do MEC em discutir grandes questões educacionais com o Conselho, elogiou as parcerias que têm sido estabelecidas ao longo dos anos entre as duas instituições e convidou os dois diretores para uma palestra durante reunião plenária do Confea, no dia 24 de setembro, quando os outros conselheiros federais poderão conhecer os projetos e emitir uma opinião sobre o assunto.
 
Thiago Tibúrcio
Assessoria de Comunicação do Confea