Ministros dos Transportes e das Cidades apresentam resultados positivos das suas pastas em Maceió

Maceió, 10 de junho de 2010.

Enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva evitou polemizar politicamente com apresentações de dados que confrontasse de forma direta o seu governo com os governos dos seus antecessores, durante a abertura da 82a edição do enic, em Maceió, nesta quarta-fera (09), os ministros Paulo Passos (Transportes) e Márcio Fortes (Cidades) não se furtaram de fazer comparações.

 “Levamos anos investindo de maneira medíocre na conservação das estradas brasileiras. Entre 2001 e 2002 metade delas foram classificadas como ruins. Em 2009 somente 15% das estradas tiveram essa classificação e os 85% restantes foram consideradas regulares e com boa condição de tráfego”, afirmou o ministro dos Transportes Paulo Passos.

De acordo com o ministro a mudança não aconteceu por um milagre, mas em função do aporte financeiro dado pelo governo Federal no setor. “Investimos R$ 3 bilhões por ano nas estradas. Dois mil quilômetros das rodovias brasileiras foram duplicadas. Somente na BR 101, aqui no Nordeste brasileiro, duplicamos mil quilômetros. Os trechos dos estados de Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte já serão finalizados até o final do ano”, revelou.

Sobre as ferrovias, o ministro criticou de forma dura os investimentos feitos pelos governos anteriores. “Foram somente 215 quilômetros em anos. É um absurdo se considerarmos a dimensão continental do nosso país”, afirmou. Passos revelou que o atual governo vai inaugurar até o final do ano cerca de 1.530 quilômetros de ferrovias.

“Além desse montante, já estamos abrindo os processos licitatórios para as ferrovias norte-sul e a leste-oeste, sendo esta última uma importante via de escoamento de grãos do interior da Bahia”, revelou Paulo Passos. Ele ainda falou sobre a Transnordestina e o impacto positivo da ferrovia no nordeste brasileiro. “A obra está em pleno vapor, com seis mil homens trabalhando”, finalizou.

Já o ministro das Cidades, Márcio Fortes, fez um discurso mais ameno e com menos comparações. Ele apresentou os números da sua pasta e focou no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) – etapas 1 e 2 –, além do Programa Minha Casa, Minha Vida, atuais carros-chefe do governo, sobretudo para o alcance da meta de diminuir o déficit habitacional brasileiro.

“A construção civil foi uma das pedras básicas para a superação dos efeitos da crise financeira internacional na economia brasileira. O governo montou sua estratégia e os empresários deram a resposta necessária para que a nossa economia pudesse reagir aos efeitos da crise sem dano que a desestabilizasse”, fez questão de ressaltar o ministro Márcio Fortes.

Sobre o PAC 2 o ministro das Cidades destacou a mudança feita pelo governo federal, que retirou a exigência da contrapartida para a realização das obras. “Essa exigência inviabilizava muitos investimentos, sobretudo nos municípios pequenos”, revelou. Ele ainda lembrou aos empresários que somente no PAC 2 serão investidos R$ 45 bilhões em água, esgoto, resíduos sólidos.

Sobre o Minha Casa, Minha Vida, o ministro disse que é um programa de desafios, cuja meta é de um milhão de moradias. “Em 2009 planejamos 327 mil unidades habitacionais novas. Superamos e conseguimos realizar 408 mil. Em 2010 já contratamos 426 mil novas unidades”, comemorou Fortes.

Mesmo com tantos recursos já alocados e com uma perspectiva de crescimento consolidada, o ministro das Cidades fez questão de lembrar ao setor produtivo da construção civil brasileira que todo esse esforço também precisa chegar ao interior. “Temos que trabalhar no interior com uma nova logística de mão de obra”, enfatizou. Ele ressaltou que os projetos devem priorizar a mão de obra local.

Ondine Bezerra
Assessoria de Comunicação do Confea