Candidato à prefeitura de Macapá ouve propostas de profissionais do Crea-AP

Macapá, 13 de agosto de 2008

Candidato à prefeitura de Macapá pela coligação ­“Nosso forte é Macapá”, Roberto Góes esteve em visita ao Crea-AP na tarde desta segunda-feira, 11, onde participou de reunião com lideranças de entidades vinculadas ao Conselho, empresários do setor da construção civil e profissionais da área tecnológica amapaense.
 
Com o apoio de uma ampla frente partidária formada pelo PDT, DEM, PSDB, PT do B e PSL, Roberto Góes apresentou algumas das propostas do plano de ação que pretende executar caso seja eleito, principalmente as relacionadas a infra-estrutura, saneamento, meio-ambiente urbano e construção civil.
 
Os profissionais que lotaram o auditório do Crea-AP para ouvir o candidato puderam conhecer o que pensa e como pretende conduzir a administração pública municipal pelos próximos quatro anos, caso saia vitorioso nas próximas eleições majoritárias para prefeito de Macapá.
 
Um dos pontos abordados pelo candidato foi o atual processo de verticalização em curso na capital, que detém mais de 70% da população do estado. Roberto Góes disse que a verticalização é um processo irreversível e inevitável. “O fomento do setor da construção civil contribui para a geração de novos postos de trabalho, movimentando a economia do município”, afirmou.
 
Ele acrescentou que o crescimento vertical de Macapá ajuda também a minimizar outros problemas que surgem com o inchaço da cidade como o da coleta de lixo e saneamento. “Temos de mudar essa imagem negativa que muitas vezes as pessoas de fora têm ou levam de Macapá”, disse o candidato.
 
Para Roberto Góes, a participação do Crea-AP nessa discussão é inadiável. “Não se pode pensar numa cidade ideal sem que uma instituição com o peso político e institucional do Crea-AP participe com propostas e soluções para os problemas que Macapá enfrenta”. Ele também revelou que pretende consultar o Conselho antes de escolher os titulares de secretarias estratégicas, como a de obra, meio ambiente e trânsito. “Compartilho da opinião dos senhores de que a escolha precisa ser feita obedecendo critérios técnicos”, observou.
 
O eng. civil e empresário João Lamarão defendeu a participação do Crea na composição do Comitê Gestor do Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano de Macapá, o que, disse, “Não ocorreu em governos anteriores”. Ele destacou também a urgência de se criar um Plano Diretor para o trânsito de Macapá. Lamarão foi pontual ao afirmar que a cidade está intrafegável não apenas por causa dos buracos que se multiplicam, mas também pela falta de sinalização vertical e horizontal.
 
O presidente do Crea-AP, eng. agr. Luiz Alberto Freitas trouxe à discussão a criação de um plano de cargos e salários que atenda aos profissionais da área tecnológica pertencentes ao quadro da administração municipal. “O abono que está sendo pago, e que foi uma grande conquista, por si só não dá a segurança que os profissionais esperam”, comentou.
 
Os empresários do setor da construção civil, por sua vez, reivindicaram melhorias nos processos administrativos da prefeitura. Segundo eles, o excesso de burocracia emperra o trâmite de documentos que muitas vezes requerem apenas uma assinatura para serem liberados. “É comum vermos documentos que poderiam ter um andamento mais célere mofando nos gabinetes. A conseqüência disso é a perda de prazos e prejuízos financeiros”, disse o empresário Roberto Chaves, presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon) no Amapá.
 
O empresário Alacid Canto endossou o argumento do colega acrescentando que a PMM precisa passar por uma reforma administrativa urgente e também por um processo de modernização em seu sistema de informação. “A falta de um setor de informática moderno só ajuda a agravar a burocracia. Lá, ninguém se entende”, comentou.
 
Eng. civil e conselheiro do Crea-AP, Jorge Davi lembrou que a solução dos problemas que mais afligem Macapá passam necessariamente pelas profissões regulamentadas pelo Crea-AP. “Não se pode falar em infra-estrutura, meio ambiente, Plano Diretor, coleta de lixo e trânsito, sem falar no papel vital que os profissionais da área tecnológica desempenham para soluciona-los”, lembrou.
 
O presidente do Crea-AP, eng. agrônomo Luiz Alberto Freitas Pereira, disse que entregará ao candidato um documento a ser elaborado em parceira com as entidades que compõem o Conselho com propostas para a formatação de um plano estratégico de governo.

Adilson Poltroniere
Comunicação Crea-AP